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É uma alternativa aos passes e bilhetes de transportes e começou esta quarta-feira a fase de testes. A app e serviço Via Verde Transportes é esperada para o último trimestre do ano e foi apresentada numa prova de conceito no Museu da Carris. A ideia é que os utilizadores consigam viajar e pagar os títulos de transportes através de uma única aplicação no smartphone. Atualmente conta com a participação da Via Verde Portugal, da Carris, do Metro, da Transtejo e da Novabase – a empresa que está a desenvolver o projeto – e, apesar de existirem serviços semelhantes noutros países, a totalidade do projeto foi apresentado como sendo um pioneiro a nível mundial e inteiramente desenvolvido em Portugal.

[Veja o vídeo institucional apresentado para explicar o método de funcionamento do Via Verde Transportes]

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A app vai funcionar como uma espécie de agregadora de diversos serviços. O utilizador vai poder planear o percurso, com base nos transportes que vai utilizar, permitindo á aplicação criar o melhor valor para os títulos de transporte necessários através do sistema smart-pay-as-you-go (que podemos traduzir para “pagamento inteligente em andamento”), sendo ainda possível associar o passe mensal à conta do utilizador. Os valores surgem, no final do mês, numa única fatura, como acontece com os serviços atuais da Via Verde.

Associada à aplicação existe uma pequena caixa, que será implementada nos respetivos transportes, que trata de ler o pedido da aplicação, validar e garantir a passagem aos utilizadores que optem por aderir ao serviço.

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Manuel Garcia explicou que existem dois aspetos tecnológicos que considera inovadores: “um deles prende-se no calculo dos tarifários, ou seja, a aplicação é perfeitamente autónoma e aplica sempre o preço com base no perfil do utilizado e das viagens que realiza. O segundo aspeto é a abertura dos pórticos [no Metro, por exemplo] através de bluetooth, porque temos duas caixas a cerca de um metro de distância e é necessário controlar que é aquela porta que deve abrir e não a do lado”.

A aplicação ainda não se encontra disponível para download mas alguns utilizadores já estão a testar o serviço. “Na nossa perspetiva, no último trimestre do ano teremos todas as condições para que o serviço esteja implementado, pelo menos em Portugal. A lógica é, depois, internacionalizar a plataforma e a aplicação”, explicou Manuel Garcia, que se mostra bastante otimista com o projeto. Português, inglês, francês e espanhol serão as línguas implementadas, numa primeira fase, na aplicação. A Fertagus é o primeiro operador a testar o Via Verde Transportes.

A aplicação vai ser compatível com diversos transportes e servirá também para validar o bilhete junto ao revisor

Apesar de, inicialmente, o serviço estar implementado apenas em três entidades, “a ideia é que se torne a plataforma de eleição”, diz o responsável pelo projeto da Novabase. “O cliente tem de sentir que é vantajoso pela simplicidade e o operador deve sentir a necessidade de aderir ao sistema por implicar um custo mais baixo e uma facilidade para ambas as partes. A ideia não é os operadores adaptarem-se a nós, a ideia é criamos algo que se consiga adaptar aos operadores”, conclui Manuel Garcia.

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, esteve presente na apresentação do serviço e mostrou-se otimista com o projeto, que considera promissor e uma vantagem para os utilizadores dos Transportes de Lisboa. No final da apresentação, todos os presentes tiveram direito a uma demonstração do funcionamento geral do serviço no tradicional elétrico número 15 e na estação de metro e terminal fluvial do Cais do Sodré, em pontos devidamente preparados para o efeito.

Os preços praticados serão definidos por cada operador e, até haver uma renovação dos equipamentos de validação de títulos de transporte, a caixa branca utilizada para os testes será o método utilizado pelo serviço Via Verde Transportes.