O Índice de Preços no Consumidor (IPC) do Japão aumentou 0,1% em janeiro em termos anuais homólogos, registando a primeira subida em 13 meses graças à recuperação dos preços do petróleo, indicam dados oficiais divulgados esta sexta-feira. O aumento do índice – que exclui os alimentos frescos devido à sua excessiva volatilidade – mostra uma mudança de tendência em linha com a ambiciosa estratégia de flexibilização empreendida pelo Banco do Japão (BoJ) com vista a pôr termo o longo ciclo deflacionista da terceira economia mundial.

O encarecimento da fatura da luz, da água e dos combustíveis – de 0,7% em termos anuais homólogos – foi o fator que mais contribuiu para o aumento daquele indicador, seguido da subida de 0,4% dos preços dos móveis e de outros utensílios domésticos. Em sentido inverso, os preços da roupa e calçado e dos serviços de lazer diminuíram 4,5% e 1,2%, respetivamente, face ao primeiro mês do ano passado.

Em 2016, o IPC do Japão caiu 0,3% face a 2015, registando o primeiro retrocesso em quatro anos. O IPC do Japão viu-se afetado até agora pela descida dos preços do petróleo no mercado internacional, um cenário que levou o banco central a adiar, para lá de 2018, ou seja, em pelo menos quatro anos, a sua meta de alcançar uma inflação anual em torno dos 2%.