João Sousa tão cedo não esquecerá o último encontro da carreira. Por boas razões, claro, porque ao vencer o argentino Diego Schwartzman por 4-6, 6-3 e 6-4 conseguiu pela terceira vez apurar-se para a segunda ronda do torneio de Indian Wells. Mas também por estranhas razões: a meio do jogo, foi obrigado a cortar uma parte do chapéu… a pedido do árbitro.

O caricato episódio aconteceu quando Carlos Bernardes, árbitro brasileiro – sim, teve ainda essa curiosidade de falar a mesma língua do vimaranense –, chamou João Sousa perto da cadeira central e, de tesoura em riste, pediu ao jogador para cortar o pequeno logo que tinha na ponta do chapéu. O português, de início, nem parecia acreditar mas depois lá atirou umas bocas a duas decisões erradas que já tinham sido tomadas. “Acha que alguém vê isto? Por amor de Deus…”.

Nessa altura, João Sousa já estava mesmo a cortar o pequeno logo, enquanto Carlos Bernardes avisava que poderia ter problemas caso não o fizesse. E a coisa ficou por aí.

O porquê de tanto preciosismo? É que os jogadores só podem ter um logo da marca que os patrocina no chapéu, sendo que, além do frontal, tinha aquele pequeno apontamento… até o árbitro principal descobrir e pedir para ser retirado.