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Primeira Liga. Dost, o Dr. Evil que fez história com três Mini-Me

Este artigo tem mais de 4 anos

Sporting esmaga Tondela por 4-1 com quatro golos de Dost, o gigante que domina a arte de marcar e que conta com um pequeno-grande exército de rodas-baixas: Podence, Gelson Martins e Matheus Pereira.

Podence a assistir, Dost a marcar: têm 31 centímetros de diferença que foram sobretudo um grande 31 para o Tondela
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Podence a assistir, Dost a marcar: têm 31 centímetros de diferença que foram sobretudo um grande 31 para o Tondela

EPA

Podence a assistir, Dost a marcar: têm 31 centímetros de diferença que foram sobretudo um grande 31 para o Tondela

EPA

O Tondela-Sporting estava a ser aquele tipo de jogo de contradições, quase como um discurso político que tantas vezes ouvimos por aí. Não era carne, nem era peixe. Não estava bom, mas também não estava mau. Teve momentos positivos, teve fases negativas. É como a velha máxima do tamanho: se olharmos para Dost, importa; se descermos exatamente 31 centímetros para Podence, não interessa nada. Foram estas as duas figuras que conseguiram quebrar a análise do assim-assim a todos os níveis na primeira parte. E foram estas as duas personagens principais de um filme que terminou com o triunfo dos leões por 4-1.

Bas Dost, o Dr. Evil de 1,96m do ataque, também tem um tique como a personagem de Mike Myers nos filmes do Austin Powers, mas não é colocar o mindinho no canto da boca – é mesmo marcar golos. Mas faltando alguns elementos da patrulha por lesão (Adrien) ou castigo (Alan Ruíz e Bruno César), viu em Podence (1,65m) um Mini-Me ideal para tomar de assalto Tondela, a cidade que recebia pela primeira vez o Sporting. A dupla demorou a funcionar mas, depois do período de estudo, carburou. E quando o jovem formado na Academia chamou os amigos Matheus Pereira (1,75m) e Gelson Martins (1,73m) à conversa, o holandês transformou-se mesmo num autêntico exterminador de balizas.

Ficha de jogo

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Tondela-Sporting, 1-4

25.ª jornada da Primeira Liga

Estádio João Cardoso, em Tondela

Árbitro: Bruno Paixão (Setúbal)

Tondela: Cláudio Ramos; Jaílson, Osório, Kaká, David Bruno; Hélder Tavares (Fernando Ferreira, 79’), Carlos Gonçalves, Pedro Nuno; Murillo, Miguel Cardoso (Murilo, 79’) e Heliardo (Amido Baldé, 72’)

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Treinador: Pepa

Suplentes não utilizados: Ricardo Janota, Rafael Amorim, Batista e Pité

Sporting: Rui Patrício; Schelotto, Sebastián Coates, Paulo Oliveira, Marvin Zeegelaar; William Carvalho, Bryan Ruíz; Gelson Martins (Joel Campbell, 86’), Podence (Francisco Geraldes, 86’), Matheus Pereira (Palhinha, 80’) e Bas Dost

Treinador: Jorge Jesus

Suplentes não utilizados: Beto, Ricardo Esgaio, Rúben Semedo, João Palhinha e Castaignos

Golos: Bas Dost (33’, 54’, 71’ g.p. e 79’ g.p.) e Murillo (53’)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Osório (59’), Murillo (70’), Paulo Oliveira (74’), Joel Campbell (89’) e Claude Gonçalves (90+1’)

Mas voltemos ao primeiro minuto do encontro. E façamos o filme até ao intervalo em apenas uma ideia – ambas as equipas apenas conseguiram criar perigo de bola parada à exceção de um lance que deu o primeiro golo do Sporting mas que, verdade seja dita, nasceu também de um lançamento lateral. Marvin Zeegelaar, uma surpresa no onze dos leões, arremessou a bola para Podence, o avançado foi até à linha de fundo para cruzar atrasado e Bas Dost, de primeira, apontou o 1-0 aos 33’. Antes, Bryan Ruíz tinha obrigado Cláudio Ramos a uma grande intervenção após livre direto (9’) e David Bruno tinha ameaçado a baliza de Patrício após um canto (16’).

A segunda parte começou a um ritmo mais alto e, sobretudo, com o encontro a ter as fases de transição que rarearam nos primeiros 45 minutos. O Sporting estava melhor mas distraiu-se e pagou por isso – aos 53’, Claude Gonçalves abriu bem na direita para Pedro Nuno e John Murillo, avançado emprestado pelo Benfica, encostou sem hipóteses na área para o empate. O Tondela reentrou no jogo mas deslumbrou-se e, logo no minuto seguinte, Bas Dost recolocou os visitantes em vantagem após passe de Matheus Pereira no corredor central. Tudo simples, tudo bem feito.

Matheus Pereira cozinhou e Bas Dost serviu de bandeja nova vantagem para o Sporting

Pedro Nuno, de livre direto, ainda voltou a ameaçar o empate, mas a verdade é que a mantinha que o Tondela trouxe para este jogo era demasiado curta: quando começou a destapar a cabeça, os pés ficaram de fora e os jovens leões no ataque fizeram a festa ao som do apito de Bruno Paixão: primeiro foi Gelson Martins a partir os rins a Kaká e a sofrer penalty (71’); depois foi Matheus Pereira a cruzar bem para a área e Dost ser empurrado pelas costas por Claude Gonçalves (78’); por fim, foi Francisco Geraldes, o estreante da noite, a ser derrubado por trás de novo por Claude (90’). Três grandes penalidades bem assinaladas, duas convertidas e uma falhada, a última, que retirou a possibilidade a Dost de marcar pela primeira vez cinco golos na carreira.

Afinal, há mesmo duas sem três. E Dost nem queria acreditar que tinha falhado o terceiro penalty da noite

O Tondela tinha sido sempre um mau afilhado para o padrinho da Primeira Liga, o Sporting. É verdade, foram os leões que estiveram no batismo dos beirões na Primeira Liga em agosto de 2015, em Aveiro, naquele que foi também o primeiro jogo de Jorge Jesus no comando verde e branco na prova. Aí, Gelson Martins estreou-se. E fez logo a diferença. Depois, vieram dois empates, em Alvalade, na última época e na presente temporada. Agora voltou a haver Gelson. E Podence. E Matheus. E um bocadinho de Francisco Geraldes. Quatro trunfos à volta do ás que fez um poker, Bas Dost. E que, se tivesse marcado o quinto, igualava no topo dos topos europeus Messi.

Mas do alto da cabeça de Dost, desçamos com os pés à terra: a verdade é que o Sporting, mesmo ganhando de forma convincente em Tondela, teve apenas como “prémio” o aumentar da vantagem em relação ao quarto classificado (o Sp. Braga empatou sem golos em Chaves e ficou a oito pontos). Os dois primeiros são uma miragem. E voltamos à questão das contradições como começámos o texto: com a dinâmica do ano passado e talentos da formação deste nível, como se explica uma queda tão abrupta da luta pelo título para o terceiro lugar num ano?

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