O PAIGC, partido mais votado nas últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau mas afastado do poder devido às divergências com o Presidente guineense, acusou o ministro do Interior de incitamento à violência no país.

Num comunicado a que a agência Lusa teve hoje acesso, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), acusou Botche Candé de incitar a violência contra o partido e contra as instalações da Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento).

O partido, liderado pelo ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, reagiu às declarações de Botche Candé, num comício em Gabu, 200 quilómetros a leste de Bissau, segundo as quais irá permitir que os jovens e as mulheres do país retirem à força a direção de Simões Pereira da liderança do partido.

Candé, militante do PAIGC, está em litígio com a direção do partido que suspendeu a sua militância para os próximos oito anos. O governante falava num comício popular em Gabu no âmbito da presidência aberta do Presidente guineense, José Mário Vaz.

Botche Candé classificou de fantoche a direção de Domingos Simões Pereira à frente do PAIGC, prometendo removê-lo do partido e colocar lá “gente credível para gerir” a formação política.

“O PAIGC vem denunciar uma vez mais este convite à violência feita de forma implícita”, pelo ministro do Interior, lê-se no comunicado que adianta ainda que o partido irá apresentar uma queixa-crime contra Botche Candé.