O Departamento de Transporte dos Estados Unidos já revelou os dados relativos às acções de serviço que afectaram a indústria automóvel local em 2016. E os números não deixam margem para dúvidas: o ano passado foi o pior de sempre para o sector neste particular, e o terceiro consecutivo em que mais de 50 milhões de automóveis tiveram que ser chamados às oficinas para resolver falhas e defeitos de fabrico detectados após terem sido adquiridos pelos clientes.

Vejamos os factos: durante 2016, foram emitidas nada menos do que 927 campanhas de recall, mais 7% do que o máximo anterior, registado em 2015. Em absoluto, 53,2 milhões de veículos foram afectados por estas acções, contra os 51,1 milhões abrangidos por processos idênticos no ano anterior.

O organismo norte-americano estabelece ainda um paralelismo entre os recalls e a sinistralidade, realçando que o número de mortos nas estradas dos EUA subiu dramaticamente 8% em 2015, e que os dados (ainda preliminares) relativos a 2016 apontam para nova subida substancial. Ainda assim, num caso e noutro, há um elemento que ajuda a perceber melhor a situação: o escândalo dos airbags defeituosos da Takata, só por si responsável pelo recall de 42 milhões de veículos nos EUA (com perto de 70 milhões de airbags afectados), e ligados à morte de, pelo menos, 16 pessoas em todo o mundo.