Os trabalhadores da Transtejo decidiram esta quarta-feira avançar para uma nova greve parcial de dois dias na empresa, para contestar problemas nas embarcações e exigir a revisão do Acordo de Empresa.

Os trabalhadores realizaram esta quarta-feira um plenário em Cacilhas, Almada, que originou a paralisação das carreiras do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com Lisboa durante um período da tarde.

“Os trabalhadores avaliaram a greve realizada e decidiram avançar para mais dois dias de greve parcial, três horas por turno. Apesar de ainda não ter a data concreta, estamos a apontar para que se realize nos dias 26 e 27 de abril”, disse à Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marina Mercante, afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

Fonte oficial da empresa Transtejo confirmou à Lusa que as ligações estiveram paradas e que o serviço de transporte fluvial nas ligações de Cacilhas, Montijo, Seixal e Trafaria foi retomado, gradualmente, a partir 16h00. “Neste momento o serviço de transporte fluvial encontra-se normalizado”, referiu.

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O sindicalista explicou que os trabalhadores estão preocupados com o processo de revisão do Acordo de Empresa e com o estado das embarcações. “Defendemos a publicação da revisão do Acordo de Empresa, para a qual já existe um pré-acordo, e também é preciso intervir na frota, que está numa situação caótica. Temos embarcações com mais de 40 anos e é preciso que se pense numa renovação da frota, de modo a que o serviço funcione sem problemas”, explicou.

A greve parcial de três horas por turno vai afetar, em especial, os períodos das horas de ponta da manhã e da tarde.