Santa Casa de Lisboa

Santa Casa não fala no Montepio, mas diz que “não entra em aventuras”

Instituição liderada por Santana Lopes apresentou lucros de 21,1 milhões. Sem referência direta ao Montepio, diz que "nunca assume riscos indevidos", incluindo "propostas pelo governo".

Pedro Rocha

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa “não entra em aventuras e analisa escrupulosamente todos os eventuais projetos ou investimentos de potencial interesse, nomeadamente propostas apresentadas pela tutela ou pelo Governo”. A garantia foi dada na prestação de contas anuais da instituição — 21,1 milhões de euros –. Não se fala diretamente do Montepio mas a referência é clara, já que o ministro Vieira da Silva já disse que veria “com simpatia” uma entrada da Santa Casa no capital do Montepio.

Esse eventual investimento será analisado, garante a Santa Casa, mas isso “não implica necessariamente a sua concretização, já que a Misericórdia de Lisboa nunca assume riscos indevidos, porque não é essa a sua vocação nem é essa a sua natureza”. O provedor da Santa Casa, Pedro Santana Lopes, já tinha dito em entrevista que “se o governo manifesta essa intenção, a Santa Casa tem a obrigação de estudar o dossiê”.

Foi aprovada na quarta-feira, por unanimidade, uma audição do ministro Vieira da Silva no parlamento para falar sobre a possível entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) no capital do Montepio.

Sobre os lucros da Santa Casa, que subiram 15,3 milhões face ao ano anterior, deveram-se a um “controlo eficaz da despesa” e resultados mais positivos na área de jogos sociais”.

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