O vice-presidente da bancada do PSD, António Leitão Amaro, destacou na tarde desta quarta-feira que o dinheiro que o Estado vai ter de pagar ao Santander Totta, no âmbito do acordo sobre as swaps, é “uma fatura da anterior governação socialista de José Sócrates“. Na resposta, o porta-voz do PS, João Galamba, lembra que o anterior Governo podia ter travado os swaps quando as perdas estavam nos 500 milhões de euros, mas prolongou até ao litígio com o Santander Totta quando a conta já estava nos 2,3 mil milhões de euros.

O acordo, garante o Governo, vai permitir “uma poupança de juros a pagar pela República de 442 milhões de euros no prazo do empréstimo”. Isto por via do empréstimo de 2,3 mil milhões de euros que o banco concede ao Estado português por um prazo de 15 anos, em “condições de juro mais favoráveis”, refere o comunicado das Finanças. De acordo com o DN, a taxa de juro contratualizada (e que não está no comunicado) será de 1,8%.

O PSD já entregou um requerimento para que o ministro das Finanças vá à Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa explicar os contornos desta negociação que vai “endividar o Estado”. Leitão Amaro “desconfia” dos acordos do Governo com a banca, já que o Executivo “vendeu o Banif, também ao Santander, a preço de saldo” e concedeu “um perdão à banca nos pagamentos dos empréstimos do Fundo de Resolução à custa dos contribuintes.”

Leitão Amaro sinalizou ainda o facto do Governo de António Costa ter desistido do recurso do Governo português contra o Santander (o Estado perdeu em primeiro instância contra o banco) e questiona: “Se o Santander estava tão certo que ganhava nos tribunais porque fez este acordo?”

O deputado do PSD defende ainda que a “displicência” deste Governo é igual à do Governo de Sócrates e que, depois desta postura, “chegam sempre faturas como esta”.

Já o porta-voz do PS, João Galamba, destaca que “houve perdas maiores neste processo por o Governo anterior não ter terminado logo os contratos de swap” quando chegou ao Governo em 2011. Com este acordo, reitera Galamba, o “Governo consegue menorizar os custos para o Estado”.