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Trump vai à Arábia Saudita e balança ao ritmo da dança das espadas

Este artigo tem mais de 3 anos

Depois de fechar um acordo com a Arábia Saudita para venda de armamento no valor de 110 mil milhões de dólares, Donald Trump não resistiu à dança das espadas e lá balançou. Há vídeos.

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Mas há mais: o facto de Trump não se ter curvado quando cumprimentava o rei da Arábia Saudita está a merecer o destaque da imprensa

AFP/Getty Images

Mas há mais: o facto de Trump não se ter curvado quando cumprimentava o rei da Arábia Saudita está a merecer o destaque da imprensa

AFP/Getty Images

A vida de Donald Trump em Washignton nem está a correr particularmente bem, a braços que está com o escândalo provocado pela demissão do diretor do FBI, James Comey, e com as recorrentes notícias sobre a sua relação pouco clara com Moscovo. Mas isso não significa que o Presidente norte-americano não consiga descomprimir: naquela que é a sua primeira viagem oficial ao estrangeiro, Trump foi recebido com honras de Estado na Arábia Saudita, recebeu a mais importante condecoração civil, fechou um acordo avaliado em 110 mil milhões de dólares e ainda dançou — ou balançou, para sermos mais exatos — ao ritmo da ardah, um ritual tradicional da Península Arábica, que combina dança, tambores e poesia. Quem falou na Rússia, mesmo?

Nas imagens captadas pelos jornalistas presentes, e entretanto amplamente divulgadas, é possível ver-se Donald Trump, Rex Tillerson e Wilbur Ross, Secretário de Estado e secretário do Comércio dos Estados Unidos, respetivamente, a dançarem com os representantes da Arábia Saudita, empunhando espadas tradicionais.

Esta não é exatamente uma orginalidade de Donald Trump. Em 2008, quando visitou a Arábia Saudita, George W. Bush não hesitou em juntar-se às celebrações e fê-lo de forma bem mais efusiva do que atual Presidente norte-americano.

Mas há mais. O facto de o Presidente dos Estados Unidos não se ter curvado quando cumprimentava o rei da Arábia Saudita está a merecer o destaque de vários órgãos de comunicação social norte-americanos, que comparam o gesto de Trump — um aperto de mão firme — ao de Barack Obama, que, em 2009, se curvou perante o monarca.

Na altura, o gesto de Obama foi duramente criticado pelos conservadores e alimentou discussões intensas nas redes sociais, como lembra o The Washington Post. De resto, Donald Trump não perdeu oportunidade de criticar o então Presidente dos Estados Unidos através do Twitter — what else? —, sugerindo que Obama “implorava, suplicava e curvava-se” aos e perantes os outros.

Melania e Ivanka de cabeça destapada… tal como Michelle

Trump até pode ter saído desta questão com alguma graciosidade, mas não se pode rir muito: há dois anos, o multimilionário foi um entre muitos conservadores que teceu duras críticas a Michelle Obama, depois de a então primeira-dama não ter coberto o cabelo durante uma visita oficial à Arábia Saudita. Agora, no entanto, foi a vez de a primeira-dama norte-americana, Melania Trump, e a filha do Presidente, Ivanka Trump, se apresentarem em Riade sem cobrirem o cabelo como ditam as regras na muito conservadora Arábia Saudita.

Pouco importará para Trump. Depois de a relação entre Estados Unidos e Arábia Saudita ter esfriado durante a Administração Obama, o Presidente norte-americano parece estar disposto a relançar a parceria estratégica com o seu maior aliado na região. E os primeiros sinais estão aí: neste primeiro dia de viagem, Trump já conseguiu formalizar um acordo para a venda de armas e material militar americano ao reino saudita, num valor superior a 110 mil milhões de dólares.

No domingo, Trump vai participar numa cimeira com outros países da região e dirige-se pela primeira vez ao mundo muçulmano. Na segunda-feira, o Presidente segue para Israel. Depois, estará no Vaticano, onde se encontrará com o Papa. Na quinta-feira, vai reunir com vários líderes da União Europeia e participará na primeira cimeira da NATO, em Bruxelas. Na sexta-feira, o norte-americano vai estar na reunião do G-7 na Sicília.

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