Férias

Ainda não reservou as férias? 10 destinos económicos de última hora

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Planear as férias só com um mês de antecedência não tem de ser sinónimo de mais despesas. Analisámos os custos de 54 destinos para eleger as opções mais baratas para o final de junho.

A África do Sul é um dos destinos mais baratos fora da Europa.

AFP/Getty Images

Há motivos de sobra para ainda não ter reservado as suas férias de verão, incluindo ainda não ter recebido a devolução do IRS. Mas, marcar agora os voos e o hotel para uma semana de descanso na última semana de junho, que se estende para julho, não tem de ficar muito caro. Felizmente, o euro fortaleceu-se face às principais divisas estrangeiras desde o início do ano, tornando as viagens para fora do euro mais económicas.

O Observador analisou os custos de transporte, estadia e alimentação para 54 destinos populares para lhe dizer quais são os mais económicos para os viajantes de última hora. Estimámos o custo de uma viagem entre os dias 27 de junho e 3 de julho. Pesquisámos os voos mais baratos para a cidade servida pelo aeroporto de cada país com mais tráfego internacional ou para a capital. Usámos o motor de pesquisa do Skyscanner. Calculámos a média do custo de cinco noites em cinco hotéis de quatro estrelas na mesma cidade. A pesquisa usou o comparador Trivago, filtrando pelos hotéis com classificação mais alta e, sempre que possível, a cinco quilómetros do centro da cidade.

Para somar as despesas alimentares, aplicámos o índice Big Mac: um estudo da revista The Economist que reúne e compara os preços mundiais dos hambúrgueres da McDonald’s. Nas simulações, assumimos uma despesa por refeição equivalente a cinco vezes o preço local de um Big Mac – em Portugal, as refeições ficariam em 15,25 euros. Não recomendamos, claro, que os turistas comam unicamente hambúrgueres. Os Big Mac servem apenas como referência para a despesa em restaurantes.

Europa

A proximidade dos destinos europeus reduz os custos de transporte nas férias. Quem tem o orçamento mais apertado deve preferir descansar na Europa.

Istambul, Turquia

A Mesquita do Sultão Ahmed (conhecida como Mesquita Azul) é um dos edifícios mais fotogénicos de Istambul.

Não está totalmente dentro da Europa: Istambul está dividida entre o Velho Continente e a Ásia pelo estreito do Bósforo. Os vários atentados na Turquia, que são o reflexo da atividade militar em território sírio, têm pressionado o turismo em Istambul. Essa pressão conduziu à baixa de preços dos hotéis, que são os mais reduzidos entre os 54 destinos analisados. Os voos não retiram a vantagem económica de visitar Istambul: é possível comprar um bilhete de ida e volta para o aeroporto Atatürk por menos de 230 euros.

Kiev, Ucrânia

O Mosteiro de Kiev-Petchersk é o local mais visitado pelos turistas em Kiev.

A capital ucraniana pode ser vista como um destino aventureiro, em particular devido às tensões entre a nação e a Rússia e as forças separatistas. No entanto, a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas do Ministério dos Negócios Estrangeiros apenas desaconselha os viajantes nacionais a evitarem as deslocações às regiões no leste e no sul da Ucrânia. Kiev posiciona-se a norte, a cerca de 100 quilómetros da Bielorrússia.

Kiev prima pelos preços baixos nos restaurantes e nos hotéis: ambos são os segundos mais baratos entre os 54 destinos avaliados pelo Observador.

Varsóvia, Polónia

A Coluna de Sigismundo, em frente ao Castelo Real de Varsóvia, é um dos principais pontos turísticos da capital polaca.

Varsóvia foi destruída na Segunda Guerra Mundial, mas o ritmo de recuperação foi acelerado. Pode ser ainda um trampolim para conhecer Cracóvia, a 300 quilómetros, e o litoral de Gdansk, 40 quilómetros mais longe. É nos preços dos voos que a capital polaca mais surpreende: combinando duas companhias aéreas de baixo custo, a easyjet e a Wizz Air, é possível ir e vir ao aeroporto Chopin por cerca de 120 euros por pessoa com uma escala em Bruxelas ou Londres.

Frankfurt, Alemanha

Vista noturna do Rio Meno, em Frankfurt.

Frankfurt é o destino mais barato para quem não quer fazer conversões cambiais. A cidade, onde se situa a sede do Banco Central Europeu, não é barata ao nível dos restaurantes e hotéis. Todavia, os voos estão entre os mais baratos: 120 euros para um bilhete de ida e volta para o aeroporto Frankfurt–Hahn, que, no entanto, está a cerca de 120 quilómetros do centro da cidade.

Budapeste, Hungria

A ponte Széchenyi liga Buda e Peste sobre o Danúbio.

Budapeste, a capital da Hungria, é a principal razão para as viagens turísticas para o país. Desde a cozinha, que se expande muito além do goulash, à arquitetura, em particular Art Nouveau, passando pelos vários estilos de banhos públicos, como turcos e modernos, há muito para ver e viver em Budapeste. Os restaurantes são cerca de 5% mais baratos do que em Portugal, segundo o índice Big Mac, os hotéis os sétimos mais económicos entre os 54 destinos analisados e os preços dos voos começam nos 132 euros.

Fora da Europa

O custo de voar para fora da Europa é mais elevado (entre o dobro e o triplo, em média), mas é, muitas vezes, compensado pelas reduzidas despesas em restauração e estadia.

Dubai, Emirados Árabes Unidos

O panorama da costa do Dubai revela o edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa (às esquerda), o hotel de luxo Burj Al-Arab (ao centro) e o Jumeirah Beach Hotel (à direita).

A queda do dirame dos Emirados Árabes Unidos pode ser uma oportunidade para os turistas portugueses visitarem o Dubai. A divisa emiradense desceu mais de 6% face ao euro desde o início do ano. Com esta evolução, a despesa em restaurantes pode ser apenas 4% superior ao que seria em Portugal. Também é possível usufruir de um dos hotéis de quatro estrelas mais altos do mundo, como o Rose Rayhaan by Rotana, por menos de 90 euros por noite.

Joanesburgo, África do Sul

A visita ao Kruger National Park custa cerca de 20 euros por dia para cada adulto, mas as despesas sobem se quiser pernoitar na reserva.

Está mais barato visitar a África do Sul. É possível comprar uma viagem para Joanesburgo, com uma escala obrigatória numa capital europeia, por pouco mais de 400 euros. A esta baixa de preços juntam-se as despesas reduzidas em alimentação e em alojamento em Joanesburgo. Todavia, é pouco provável que os gastos de uma família que visite a África do Sul se resumam ao transporte, à comida e à dormida. A nação é conhecida pela sua oferta na área da Natureza, com o Kruger National Park a liderar as atrações turísticas.

Banguecoque, Tailândia

É possível reservar um quarto duplo no SO Sofitel Bangkok, que tem esta piscina, por 132 euros a noite.

Comer e dormir em Banguecoque, na Tailândia, é relativamente barato. Aliás, pode ser mais barato do que uma visita às principais cidades portuguesas, como Lisboa e o Porto. Um Big Mac nos restaurantes McDonald’s de Banguecoque custa praticamente o mesmo que em Portugal. Um quarto duplo num hotel de quatro estrelas na capital tailandesa custa, em média, 90 euros por noite. A maior despesa são, naturalmente, as passagens aéreas. Mesmo assim, 560 euros podem ser suficientes para visitar Banguecoque no final de junho e início de julho, fazendo uma ligação aérea em Amesterdão na companhia KLM.

Cairo, Egito

A Grande Esfinge protege a entrada do Planalto de Gizé.

Entre os 54 destinos avaliados pelo Observador, o Cairo é o que tem o indicador de custos de refeições mais baixo. Um hambúrguer Big Mac na capital egípcia custa menos de metade do preço praticado em Portugal. Não se restrinja aos restaurantes McDonald’s: vale a pena experimentar o centenário kushari – um prato tradicional composto por arroz, massa, grão, tomate, cebola e lentilhas – e arriscar na cozinha egípcia mais moderna.

Quem visita o Cairo é obrigado a visitar algumas pirâmides, a Grande Esfinge de Gizé e o Museu Egípcio, que alberga o tesouro do faraó Tutancámon. Mesmo isso é barato: a entrada no museu ou o acesso ao Planalto de Gizé (que inclui várias pirâmides e túmulos) custa, no máximo, cerca de três euros por pessoa.

Kuala Lumpur, Malásia

Os 88 andares das Torres Petronas, que já foram as mais altas do mundo, dominam o horizonte da cidade.

A distância entre Portugal e a Malásia, cerca de 11.500 quilómetros, coloca o preço da viagem para a capital malaia entre os mais altos. O bilhete de ida e volta custa, pelo menos, 700 euros. Todavia, as despesas respeitantes a refeições e estadia equilibram o orçamento: ambas estão entre as mais baixas. É possível reservar uma noite num hotel de quatro estrelas por cerca de 80 euros. Se estiver disposto a pagar mais, pode ficar mesmo à beira das Torres Petronas: uma noite no Mandarin Oriental de Kuala Lumpur, que fica logo atrás da terceira torre (à direita na fotografia), custa cerca de 115 euros.

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