Mais uma investida de Donald Trump, via Twitter, contra o ex-diretor do FBI, James Comey, agora numa altura em que surgem novas provas sobre contactos mantidos entre pessoas do seu núcleo duro com a Rússia, durante a campanha presidencial. “James Comey promoveu uma fuga de informação classificada para a comunicação social. Isso é tão ilegal!“, escreveu o presidente dos Estados Unidos esta segunda-feira.

Não é propriamente uma acusação original de Donald Trump ao diretor do FBI que foi demitido no início de maio. O presidente norte-americano tem estado em guerra com Comey desde que o demitiu, alegando que o processo dos e-mails de Hillary Clinton tinha sido mal conduzido. É que o mesmo Comey estava também a liderar a investigação do FBI às supostas relações entre equipa de Trump, durante a campanha presidencial, com as autoridades russas.

Este domingo, foi confirmada pela primeira vez a existência de um contacto, com Trump a ser representado numa reunião com uma advogada russa pelo filho mais velho. Donald Trump Jr. desvalorizou o encontro que aconteceu depois de lhe terem sido prometidas informações prejudiciais à candidatura presidencial de Hillary Clinton. Recorde-se também, a propósito da relação entre Trump e Comey, que o ex-diretor do FBI revelou, na audição perante o Comité de Serviços de Informação do Senado norte-americano, que tinha feito uma fuga de informação de conversas privadas com o presidente através de um amigo.

Esta segunda-feira, numa sequência de vários tweets na sua conta oficial — sobre mais do que um tema –, o presidente americano ainda escreveu sobre a presença da sua filha Ivanka numa reunião do G-20 em sua substituição. Primeiro começa por explicar-se, mostrando até a aprovação da chanceler alemã: “Quando sai da sala para uma curta reunião com o Japão e outros países, pedi à Ivanka para ocupar o meu lugar. Muito normal. Angela M. [Merkel] concordou!”.

E logo de seguida lamentou que se o mesmo se tivesse passado com Hillary, e esta tivesse deixado a filha Chelsea Clinton substitui-la numa reunião deste género, os títulos das “fake news diriam ‘Chelsea a presidente!'”