Felicidade

Os produtos de beleza podem mesmo deixar-nos mais felizes?

O mercado da beleza conquista-nos porque nos vende um sonho, é certo. Mas, afinal, até a ciência já vem provar que há cosméticos e maquilhagem que nos podem mesmo deixar mais felizes.

Autor
  • Helena Magalhães

A pergunta pode parecer óbvia porque, para muitas pessoas, o simples ato de comprar algo cria uma sensação de felicidade, mesmo que breve. É o chamado”efeito batom” que tem sido tão estudado: em períodos de crise económica, as suas vendas disparam porque é um pequeno luxo acessível que cria felicidade imediata. Mas compramos por tristeza ou compramos para ser (ainda) mais felizes? Segundo um estudo realizado em 2011 e que teve por base centenas de entrevistas feitas em centros comerciais, as pessoas de mau humor são mais propensas a fazer uma compra por impulso. 62% da amostra estudada referiu mesmo já ter comprado qualquer coisa para animar enquanto 28% chega a fazer compras como uma forma de celebração.

A ideia base é sempre a mesma: não faz mal mimar-se um pouco mais porque há uma consequência positiva em comprar um pequeno luxo. Um batom pode mesmo fazer-nos mais felizes e é assim que o mercado nos acaba por conquistar. Mas será uma felicidade real?

O poder da indústria da beleza

Quando falamos de beleza, é preciso referir que falamos de uma indústria que sobrevive à custa de sonhos e de expectativas. De uma forma muito prática, não há nenhum produto de beleza que diga que anula as rugas, ou que rejuvenesce após “xis” número de utilizações, ou que retira as olheiras. O que vemos é produtos que retardam o aparecimento das rugas, que promovem o rejuvenescimento e que melhoram o aspeto das olheiras. São conceitos muito ambíguos que, no final do dia, vendem aquilo que queremos: um sonho. E saber que estamos a perseguir um sonho acaba por nos deixar mais felizes. Mas quando falamos de produtos que criam um resultado imediato – um batom, um perfume, um spray de cabelo – podemos, talvez, falar mesmo de beleza que nos deixa felizes porque, visualmente (ou emocionalmente) nos faz sentir melhor por dentro e por fora.

O jornal britânico The Guardian dá o exemplo da famosa “blue monday” – um dia em janeiro, considerado o mais triste do ano – que, na verdade, foi inventado pela agência de viagens Sky Travel numa campanha cujo objetivo era vender férias com a falsa promessa de que gastar dinheiro nos levanta a moral. Este chavão — a segunda-feira triste — já foi usado desde então para nos vender de tudo um pouco, até beleza. Se comprar algo novo hoje, sentir-se-á mais feliz amanhã. E nós acabamos por acreditar.

Maquilhagem, auto-estima e felicidade

Pegando no tema, o jornal norte-americano The New York Times conduziu uma discussão entre as leitoras: a maquilhagem melhora ou piora a auto-estima? As respostas mostram de tudo um pouco. Há quem diga que melhora, há quem defenda o contrário. Mas é impossível não aceitar o poder que a maquilhagem nos dá. E o poder está relacionado com a felicidade. Se a maquilhagem não nos deixasse mais felizes com o nosso aspeto, simplesmente não a usaríamos.

O The Coveteur vai mais longe e fala mesmo de produtos de beleza que podem realmente deixar-nos clinicamente mais felizes devido aos seus ingredientes. Por um lado, as fragrâncias florais têm um efeito estimulante no nosso cérebro o que leva à libertação de pensamentos mais positivos, bem como produtos com aromas cítricos como óleo de tangerina, laranja e limão, considerados os óleos da felicidade. Por outro, os sprays aromáticos que induzem o sono e o relaxamento têm ingredientes que reduzem a depressão. Há ainda produtos faciais que conseguem relaxar a própria mente. E isso, tudo junto, pode deixar-nos mais felizes.

Na fotogaleria, em cima, veja algumas sugestões que podem ajudar a melhorar o estado de espírito.

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Crónica

Questões afetivas, sexuais e outras /premium

Laurinda Alves
107

Ler o que escreve Halík dá que pensar e ajuda a pôr muita coisa em perspetiva. Amanhã estará em Lisboa e vai, também ele, encher auditórios e anfiteatros. Vem para colocar o dedo em muitas feridas.  

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