Está decidido. O Insignia, a berlina topo de gama da Opel, vai continuar a usufruir de uma versão desportiva, mas há novidades e importantes. E a primeira, se bem que seja apenas uma questão de sigla, não deixará de mexer com o “coração” dos amantes da marca, uma vez que a Opel, sem qualquer explicação, deixou cair a anterior denominação OPC – que utilizava em todos os seus modelos, do Corsa ao Insignia, passando pelo Astra –, substituindo-a pela GSi, que estava no fundo do baú há anos.

Sobre a nova berlina desportiva, sabe-se já que continua a ser elegante, característica que herdou do familiar alemão, mas também discreta, sem grandes apêndices aerodinâmicos ou asas exuberantes, como aliás já era apanágio dos OPC. É claro que as entradas de ar são mais generosas, para alimentar o motor, mas sobretudo para refrigerar radiadores e permutador de calor do turbo, da mesma forma que as jantes são mais largas e de maior diâmetro. Mas, em relação à exibição de “músculo”, é só.

A alma do novo Insignia GSi é o motor sobrealimentado com quatro cilindros 2,0 litros de capacidade, que gera 260 cv. Relativamente pouco quando comparado com o anterior OPC, que estava animado por um bem mais entusiasmante V6 Turbo com 2,8 litros, que fornecia uns exuberantes 325 cv.

Associada ao novo motor está uma caixa automática de oito velocidades e o novo sistema 4×4 do Insignia, com vectorização do binário, o que evita que a frente seja arrastada para fora da trajectória em aceleração, tornando o desportivo mais ágil e eficaz.

Segundo a Opel, numa volta ao circuito de Nürburgring, o novo Insignia GSi é capaz de ser “claramente” mais rápido do que o velho Insignia OPC, nas palavras de Volker Strycek (director da divisão desportiva e da competição do construtor germânico). É claro que há explicações para este aparente milagre, que leva um carro menos potente conseguir um melhor tempo por volta. A resposta está no chassi/sistema 4×4 mais eficaz e no menor peso, com a Opel a reivindicar menos 160 kg do GSi face ao OPC, uma parte interessante devida à troca de um motor V6 por um quatro cilindros que, ainda por cima, permite reduzir a massa sobre as rodas da frente, mas mais sacrificadas num veículo com estas características, quando se adopta um ritmo mais desportivo.

A nova berlina desportiva deverá ainda ter vantagens no capítulo do preço, pois o novo motor facilmente anunciará consumos e emissões inferiores aos 11,4 litros e 268 g de CO2 do OPC. Resta saber o que pensarão os clientes perante a possibilidade de comandarem com o pé direito um motor menos nobre e com uma sonoridade mais “pobrezinha”, em vez do antigo V6. Mas até neste ponto, se tivermos em conta que até a Porsche já recorre a motores de apenas quatro cilindros nos seus desportivos, talvez não seja um revés difícil de ultrapassar.