A líder do CDS acusou esta manhã António Costa de estar longe da realidade do país e de viver num mundo que não é aquele onde os portugueses habitam. “Sentimos que há um país cor de rosa na imaginação do primeiro-ministro e um país real que visitamos e onde ouvimos tantas críticas.” A frase veio na sequência de uma pergunta dos jornalistas às declarações de Paulo Rangel que na sexta-feira dominaram o debate político. O eurodeputado do PSD acusou o Governo de ser responsável por “cortes brutais” que “já causaram vítimas e não foram poucas”, fazendo uma ligação entre as decisões do Executivo e as mortes do incêndio de Pedrógão Grande.

Fogos. Paulo Rangel acusa Governo de “cortes brutais” que “já causaram vítimas”

Cristas fugiu ao comentário direto sobre as palavras de Rangel, argumentando que não conhecia as declarações do eurodeputado social democrata na Universidade de Verão do PSD, limitando-se a corroborar a ideia de que o Governo fez “cortes cegos nas cativações”.

“Nunca um Governo fez tantas cativações que se traduziram em cortes efetivos, que levaram a uma degradação dos serviços públicos”, afirmou a líder centrista.

Sobre a notícia de que a agência de rating Moody’s alterou a perspetiva de Portugal de “estável” para “positiva” — embora mantendo a notação de crédito da dívida portuguesa no nível Ba1 — Assunção Cristas começou por afirmar que “tudo o que sejam notícias nessa área é positivo”. Mas logo a seguir deixou mais uma crítica:

“Estamos numa conjuntura favorável, devíamos aproveitar para resolver os problemas que temos e um deles é a dívida pública. Três anos depois da troika, devíamos estar muito melhor. E reparem que isso é muito importante para os juros que nós pagamos. A dívida pública deveria estar mais baixa do que está. Ainda ontem o Banco de Portugal revelou dados que mostram que a dívida pública bateu mais um recorde. Há muito para fazer nessa área e o Governo não mostra uma estratégia clara para reduzir a dívida pública.”

Assunção Cristas falava numa ação de campanha enquanto candidata pelo CDS à Câmara Municipal de Lisboa.