A polícia indiana está a investigar a morte de dezenas de crianças recém-nascidas no hospital de Farrukhabad, no estado de Uttar Pradesh. No espaço de um mês, 49 crianças morreram no Hospital Ram Manohar Lohia, do mesmo estado, das quais 30 terão morrido por asfixia neonatal (provocada por uma redução dos níveis de oxigénio durante o parto).

No passado mês de agosto pelo menos outras 160 crianças morreram, desta vez num hospital de Gorakhpur, do mesmo estado. Algumas dessas mortes terão sido também resultado da falta de oxigénio, apesar de essas acusações terem sido recusadas pelo Estado e pelo hospital. No entanto, vários familiares das vítimas confirmaram que tiveram de ser eles próprios a espremer os sacos de ar artificial para ajudar as vítimas a respirar.

Recentemente um relatório governamental culpou funcionários médicos pela morte de 30 pessoas. Os relatórios iniciais diziam que a falta de oxigénio nos hospitais tinha sido devido ao corte de um fornecedor privado, depois de várias dívidas que não tinham sido pagas.

As autoridades disseram que não tinha havido nenhum corte de oxigénio, mas atribuíram a culpa a uma vaga de doenças sazonais, alegando que muitos pacientes tinham chegado em estado crítico. A investigação policial concluiu ainda que no caso de Farrukhabad o hospital não administrou tubos de oxigénio nos bebés recém-nascidos.