Há um ano que a proposta de despacho feita pelo chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), Rovisco Duarte, está por assinar. Em causa estava um reforço das medidas de segurança aos paióis em Tancos, declaradas por Rovisco Duarte como necessárias, ainda antes do episódio do assalto. Para isso, o CEME propunha a “existência de um pelotão dedicado em exclusivo a essa tarefa”. O documento que incluía esta proposta, contudo, nunca foi assinada, mesmo tendo a proposta de despacho sido elaborada há um ano, a 16 de setembro de 2016.

O Expresso garante (artigo com acesso restrito) que o documento ficou por assinar no gabinete do CEME, chefiado pelo general José Fonseca e Sousa, mas fonte oficial do Exército, ao ser contactada pelo jornal, disse que “não existem documentos relacionados com a segurança dos Paióis Nacionais de Tancos a aguardar despacho no gabinete do general chefe do Estado-Maior do Exército”.

No entanto, o jornal teve acesso ao documento e ao texto de informação que suporta a proposta de despacho, onde se pode ler que “foi considerado essencial a existência de uma estrutura orgânica dedicada em exclusivo à segurança dos paióis e com formação específica para o efeito”.

O assalto aos paióis do quartel de Tancos que resultou no desaparecimento de material de guerra ocorreu a 28 de junho deste ano, estando a investigação ainda a decorrer. Esta sexta-feira, o Expresso noticiou que a Polícia Judiciária pediu ajuda às autoridades espanholas, já que o material usado para abrir as portas dos paiolins, um saca-cilindros, vende-se em Espanha e é de difícil acesso.

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