O Parlamento Europeu lamentou esta terça-feira que os seis meses de negociações já decorridos desde que o Reino Unido acionou o artigo 50.º para a concretização do ‘Brexit’ não tenham permitido “progressos suficientes” nos principais dossiês.

A posição da assembleia encontra-se expressa numa resolução adotada esta terça-feira, por larga maioria, pelos eurodeputados – 557 votos a favor, 92 contra e 29 abstenções -, imediatamente a seguir a um debate sobre o ponto da situação das negociações com o Reino Unido, durante o qual o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o chefe-negociador da UE, Michel Barnier, também sublinharam as “grandes divergências” que subsistem no diálogo com Londres.

Apontando a falta de progressos ao cabo de quatro rondas negociais, o Parlamento sugere então ao Conselho (Estados-membros) que adie a sua avaliação que visa determinar se os progressos são suficientes para se avançar para a segunda fase das negociações, sobre a relação futura entre UE e Reino Unido, prevista para a próxima cimeira de líderes, agendada para 19 e 20 de outubro em Bruxelas.