O facto de várias empresas e bancos terem alterado a sede fiscal da Catalunha para outras cidades é algo que tem “extrema gravidade”. Mas Carles Puigdemont, presidente da “Generalitat” da Catalunha, está empenhado em encontrar formas de ganhar tempo até à declaração unilateral de independência. Estas são algumas das ideais retidas por fontes conhecedoras do conteúdo de uma reunião, no sábado, entre Puigdemont e o presidente do Círculo de Economía, Juan José Brugera, segundo o El Mundo.

“A impressão que ficou da reunião é que Puigdemont é consciente e está à procura de fórmulas para ganhar tempo”, disse uma das fontes conhecedoras da reunião entre Puigdemont e represetantes desta influente associação empresarial. O líder, Juan José Brugera, terá pedido a Puigdemont para não avançar com a declaração unilateral de independência, já que isso pode significar um “desastre económico” para a região.

A reunião, que aconteceu em Girona, durou cerca de uma hora, tendo sido pedida por Brugera e pelo Círculo de Economía.

Aumenta número de catalães a abrir contas fora da Catalunha

As administrações da Sociedade General de Aguas de Barcelona (SGAB) e da Lleida.net aprovaram este sábado a mudança das sedes sociais das empresas para Madrid, na sequência da crise política que assola a Catalunha.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O Conselho de Administração do grupo Suez, à qual pertence a SGAB, aprovou hoje em Paris, numa reunião em que vários membros participaram por videoconferência a partir de Barcelona, a mudança da sede para Madrid devido “à situação política na Catalunha”, disse à Efe um porta-voz da empresa.

A decisão foi tomada com o objetivo de “preservar a segurança jurídica dos investidores” e não terá qualquer impacto no serviço prestado em todo o território catalão, referem.

Fuga de bancos e empresas. Como os grandes grupos económicos estão a pressionar o governo da Catalunha

Também a administração da Lleida.net, especializada na certificação e notificação eletrónica, aprovou hoje, por unanimidade, a mudança da sua sede para a capital espanhola.

Em reunião extraordinária, os administradores decidiram reduzir os “riscos” que possam afetar o normal funcionamento da empresa, entre eles a “possível perda do estatuto de operador europeu”, por exemplo, entre outros, refere a Lleida.net, em comunicado.

Caixabank, dono do BPI, sai da Catalunha para Valência