Escolas, hospitais e tráfego aéreo são os mais afetados pela greve da função pública convocada para esta terça-feira por oito dos maiores sindicatos franceses. Em causa está, uma vez mais, a polémica reforma laboral promulgada pelo presidente Emmanuel Macron no final de setembro, que no último mês tem dado azo a inúmeras manifestações no país. É a primeira vez em 10 anos que os trabalhadores franceses do Estado entram em greve.

“O nosso objetivo é organizar um dia de ações concertadas para resolver o que não está a funcionar neste país. Vamos recordá-lo de que existe a bolha em que ele vive e depois há o mundo real. Somos mais eficazes quando estamos unidos do que quando estamos divididos”, disse em entrevista à rádio France Info, citada pela Bloomberg, Philippe Martinez, líder do CGT.

Para além de terem apelado à greve por parte dos 5,4 milhões de funcionários do Estado, os sindicatos convocaram ainda cerca de 130 manifestações em todo o país.

De acordo com o Le Figaro, 17,47% dos professores associaram-se ao protesto, tal como estudantes de vários liceus de Paris, que chegaram a incendiar caixotes do lixo.

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A autoridade francesa da aviação civil pediu ainda de antemão às companhias aéreas que cancelassem 30% dos voos, e alguns sindicatos dos trabalhadores dos caminhos de ferro convocaram igualmente greve, apesar de não serem funcionários do Estado.

A autoridade dos transportes de Paris, por seu turno, garantiu esta segunda-feira que comboios, metros e autocarros vão funcionar normalmente.

Macron promulga controversa reforma da lei do trabalho em cerimónia em direto