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McLaren

Por 28 milhões, este relógio pode ser seu. E vem com um McLaren F1 à estreia

Um dos proprietários dos 64 McLaren F1 produzidos nunca registou a ‘máquina’ e, muito menos, a conduziu. Até os plásticos de fábrica ainda estão no sítio. Tudo novo, passados 20 anos, vale 28 milhões.

Não é novidade que o universo do coleccionismo movimenta milhões. Seja em relógios, ou em automóveis. Agora, um britânico encontrou uma espécie de dois em um. Vamos por partes: por 25 milhões de libras (cerca de 28 milhões de euros), Tom Hartley está disposto a vender um Tag Heuer muito especial. Trata-se de um dos 64 cronómetros em titânio que foram exclusivamente produzidos pela relojoeira suíça para acompanhar um superdesportivo não menos excepcional – o McLaren F1. E o pack, no caso em concreto de 1997, mantém-se. Com uma vantagem: novinho em folha. Mas não há relógio, sem “veículo de cortesia”…

Para rapidamente perceber o valor de mercado do modelo em causa, saiba que o McLaren F1 é apontado por muitos como um sério candidato ao estatuto de Ferrari 250 GTO dos tempos modernos. A prová-lo está um recente leilão da Bonhams, em Pebble Beach, que licitou em Agosto passado um outro McLaren F1 por 15 milhões de dólares (cerca de 13 milhões de euros). OK, dirá o leitor, mas o salto para os 28 milhões de euros mais que duplica o valor pedido pelo mesmo desportivo. Pois é… Mas este está impecável. E “impecável” é o termo: segundo o anúncio, o coupé de duas portas marca apenas 239 km, ou seja, a quilometragem de teste que a McLaren colocava no desportivo antes de entregá-lo ao dono. O que quer dizer que o F1 com o chassi número 60 (número que, aliás, é igualmente exibido no mostrador do cronómetro) é o que marca menos quilómetros dos 64 que foram produzidos entre 1993 e 1998.

É bom recordar duas coisas. Primeiro, este carro foi lançado por cerca de 1 milhão de libras e a McLaren não fazia dinheiro com o negócio, pois os custos de produção eram altíssimos. Segundo, em reflexo disso, a McLaren Cars (que tinha sido fundada em 1989) acabou por vender menos do que o que esperava – no total foram produzidas 106 unidades, as restantes nas variantes F1 GTR LM (ganhou uma vez as 24 Horas de Le Mans); F1 LM e F1 GTR.

Mas a contabilidade acabou por revelar-se bem mais interessante do ponto de vista da imagem, com o F1 básico a impor-se até 2005 como o carro de estrada mais rápido de sempre: 386,7 km/h. Até que, em 2005, apareceu o Koenigsegg CCR para destroná-lo (395 km/h), e acabar por ser passado no mesmo ano pelo Bugatti Veyron (407,5 km/h).

A história dos recordes de velocidade continua até hoje – o Chiron e o Koenigsegg Agera RS são disso prova –, daí que ter um recordista completamente embrulhado em plásticos é como ter uma cápsula do tempo. E esta, além de muitos extras e de trazer toda a documentação e o kit de ferramentas originais, vem com relógio – o tal Tag Heuer 6000. Se não puder comprar este, aqui vai uma notícia menos má: também há uma versão “civil” (daquelas que não estão associadas a nenhum McLaren). Muito mais barata.

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