Cerca de 63% dos trabalhadores da Autoeuropa votaram contra o pré-acordo que estabelecia os novos horários de trabalho na fábrica de Palmela para responder à produção do modelo T-Roc. Segundo avança a RTP, a maioria dos funcionários rejeitou as condições que incluíam trabalhar ao sábado e laboração contínua. 13% dos trabalhadores abstiveram-se. É a segunda vez que falha uma tentativa de acordo.

O pré-acordo assinado a 20 de novembro estabelecia os termos do trabalho ao sábado e da laboração contínua (três turnos diários), que deverá ter início depois das férias de agosto de 2018.

Nos plenários realizados na semana passada, muitos trabalhadores contestaram os termos do novo pré-acordo, considerando insuficientes as alterações negociadas pela atual Comissão de Trabalhadores, eleita em outubro.

No passado mês de julho, 74% dos trabalhadores da Autoeuropa rejeitaram um outro pré-acordo sobre os novos horários que tinha sido negociado pela anterior Comissão de Trabalhadores, a que se seguiu uma greve histórica, a 30 de agosto, a primeira por razões laborais na fábrica de automóveis de Palmela do grupo Volkswagen.

A anterior Comissão de Trabalhadores apresentou a demissão face à rejeição do pré-acordo no referendo realizado em 29 de julho.

Este novo pré-acordo estabelece ainda que entre a semana 5 (fevereiro) e a semana 33 (agosto) haverá um período transitório, que irá permitir a adaptação da fábrica ao modelo de laboração contínua.

Durante este período transitório, a distribuição do horário semanal será de segunda-feira a sexta-feira e haverá um plano extraordinário de trabalho a prestar ao sábado.

O trabalho ao sábado (e a remuneração dos sábados, que deixam de ser pagos como trabalho extraordinário), a par da laboração contínua a partir de agosto de 2018, têm sido os principais motivos de contestação por parte dos trabalhadores da Autoeuropa.