Os casos de gripe em Macau estão a aumentar desde final de dezembro, tendo sido registados 181 em mil adultos que na semana passada recorreram às urgências hospitalares, afirmou esta terça-feira o diretor dos Serviços de Saúde.

“De acordo com os dados de monitorização hospitalar, o vírus da ‘influenza’ está muito ativo, o que significa que já entrámos no auge da ocorrência da gripe, mas apesar de um número elevado de casos, ainda se podem registar mais aumentos”, disse Lei Chi Ion, em conferência de imprensa.

Na última semana, 181 adultos em mil atendidos nas urgências hospitalares tinham gripe contra 49 (em mil) na primeira semana do ano e 33 casos nos últimos sete dias de 2017, segundo os dados disponíveis. Nas urgências pediátricas, em cada mil crianças atendidas 213 tinham gripe, contra 154 (em mil) na primeira semana de 2018.

“No final de dezembro, começou a época da gripe sazonal e, em quase um mês, a situação está a agravar-se”, indicou Lei Chi Ion, sublinhando que “até agora não foram registados casos de risco de vida ou morte”.

O responsável apelou à população para se vacinar “o mais depressa possível”, lembrando que “foram adquiridas para 2017-2018 120 mil doses de vacina e 103.500 pessoas já se vacinaram”, disse.

Também na conferência de imprensa, o chefe do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Lam Cheong, considerou não existir uma relação direta entre poluição atmosférica e o número de doentes que acudiu ao hospital.

“Penso que nenhum país consegue ter esse número”, disse numa resposta a questões sobre a poluição do ar em Macau. Na segunda-feira, os Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau registaram uma concentração de partículas PM 2.5 oito vezes superiores aos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de acordo com a Rádio Macau.

Em cada 100 pacientes, 33 têm doenças respiratórias, mas não se consegue distinguir se estão relacionadas com a poluição ou se com doenças, nomeadamente nesta época, com a gripe, afirmou o diretor substituto do Centro Hospitalar Conde S. Januário, Lei Wai Seng. Para Lei Chi Ion, o aumento de doenças respiratórias deve-se sobretudo à gripe. “A qualidade do ar pode afetar, mas não é predominante”.