Ambiente

Costa afirma que Portugal reencontrou o bom caminho e mobilidade elétrica é prioridade consensual

O primeiro-ministro considerou que Portugal reencontrou "o bom caminho" e a mobilidade elétrica "é uma prioridade consensual e veio para ficar".

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O primeiro-ministro considerou esta terça-feira que Portugal reencontrou “o bom caminho” e a mobilidade elétrica “é uma prioridade consensual e veio para ficar”, no dia em que foram entregues os primeiros 55 veículos elétricos a organismos da Administração Pública.

António Costa discursou na cerimónia de entrega de veículos elétricos no âmbito do Programa de Apoio à Mobilidade Elétrica na Administração Pública, ECO.mob, cujo objetivo é substituir 1.200 veículos com mais de dez anos por veículos elétricos em toda a Administração Pública até 2020.

“O país esteve há 10 anos na vanguarda da mobilidade elétrica a nível mundial. Depois, como muitas vezes acontece na nossa história, hesitamos sobre a prioridade da mobilidade elétrica, mas também como em regra acontece na nossa história soubemos sempre reencontrar o bom caminho e estamos de novo no bom caminho”, considerou o primeiro-ministro.

Para António Costa, “a mobilidade elétrica é hoje uma prioridade consensual e veio mesmo para ficar”.

A primeira fase do ECO.mob decorreu em 2017, num total de 170 veículos a entregar em regime de aluguer operacional durante um período de 48 meses, dos quais 55 foram atribuídos esta terça-feira a 33 organismos da Administração Pública e os restantes no segundo trimestre. O montante global deste investimento é de 3,5 milhões de euros a realizar até 2022.

De acordo com o primeiro-ministro, “o maior desafio que seguramente a humanidade enfrenta são as alterações climáticas”, defendendo ser “essencial descarbonizar a economia, a sociedade e o dia-a-dia”.

Na opinião de António Costa, “é essencial mudar a forma da mobilidade”. O primeiro-ministro deu o seu testemunho pessoal de quem há vários anos — desde que era presidente da Câmara de Lisboa — se transporta dentro da cidade numa viatura elétrica.

“Como primeiro-ministro tive a oportunidade de requisitar à PSP um Leaf azul muito carismático que lá tinha sido parqueado porque o ministério que tenho agora atribuído não gostava de carros elétricos. Vejo que vou passar a ter companhia, vou deixar de ser tão original, mas vejo que o exemplo deu frutos”, disse.

António Costa vai agora ter a companhia do ministro do Ambiente, Matos Fernandes, que foi um dos membros do Governo que recebeu uma chave de um veículo elétrico e deixou uma promessa: “eu próprio prometo que a partir de hoje, com a nova autonomia do carro do Ministério do Ambiente, passarei a ir ao Porto sempre de carro elétrico”.

Para o ministro da tutela, “partilhado ou próprio, o uso do carro elétrico – num país em que 60% da energia produzida já provém de fontes renováveis – é mesmo a melhor opção, com ganhos para a balança comercial, a qualidade do ar das cidades, a redução do ruído”.

“O Estado deve dar o exemplo. Estamos a falar, com este programa que agora começa, de substituir 1200 veículos em toda a administração pública, acreditando que nos vai ficar mais barato o seu uso e a sua manutenção”, justificou.

De acordo com Matos Fernandes, “com a rede de carregadores rápidos já hoje instalada nas autoestradas este deixou de ser um fenómeno exclusivamente urbano” e com “a magnífica rede de autoestradas que o país possui vai ser possível rolar elétrico no alcatrão”.

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