Os Estados Unidos preparam um reforço de sanções à Coreia do Norte. Donald Trump fez saber na tarde desta sexta-feira que as novas restrições estão entre as “maiores sanções alguma vez aplicadas aos país”. A administraçao Trump anunciou que as novas sanções visam parar por completo o desenvolvimento das armas no país, inseridas dentro do programa nuclear que Kim Il-Sung tem vindo a seguir, mesmo depois dos avisos de outros países.

“Hoje anuncio que vamos lançar o maior pacote de sanções de sempre contra o regime norte-coreano”, anunciou Donad Trump durante a conferência. “O Departamento do Tesouro em breve vai tomar medidas para reduzir as fontes de receita e o combustível que a Coreia do Norte usa para financiar o seu programa militar”, acrescentou.

Estas medidas visam 56 entidades, entre embarcações e empresas em Singapura, Taiwan, Hong Kong, Ilhas Marshal, Panamá, Tanzânia e as Ilhas Comoros, avança a CNBC. O presidente dos Estados Unidos falou esta tarde durante a Conferência da Ação Política Conservadora (Conservative Political Action Conference), nos Estados Unidos. As sanções surgem numa altura em que tanto a Coreia do Sul como a Coreia do Norte estão, aparentemente, a melhorar as relações.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse em comunicado, a que a mesma publicação teve acesso, que as medidas a aplicar vão “dificultar a capacidade ao regime norte-coreano de manter as atividades marítimas que até agora lhe permitiam transportar combustível e enviar bens através do mar”.

Desde que tomou posse, em janeiro de 2017, Donald Trump já se dirigiu várias vezes à Coreia do Norte, em tom de  ameaça e ultimato. Esta tarde, na conferência, disse indiretamente que os países que tratarem bem os Estados Unidos serão bem tratados, mas que os que tratarem menos bem o país “serão tratados ainda pior”.

Esta não é a primeira vez que a Coreia de Norte é alvo de sanções. No ano passado, tanto os Estados Unidos como os países aliados promulgaram uma série de sanções de modo a parar o desenvolvimento nuclear do país, que só em 2017 fez dois ensaios balísticos. Apesar da pressão internacional, o país mostrou poucos — ou nenhuns — sinais de estar a travar o desenvolvimento de armas.

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