Política

Sérgio Sousa Pinto defende Passos contra os “insultos vomitados” por “pessoal menor da Academia”

5.913

Contra os "insultos vomitados" por alguns, e contra a "indignação de meia dúzia de pessoal menor da Academia", o deputado do PS escreveu um texto no Facebook a defender Passos como professor do ISCSP.

PEDRO BENAVENTE/LUSA

“A experiência de um ex-primeiro-ministro, qualquer que seja, é única e valiosa”. Arranca assim o texto escrito pelo deputado do PS Sérgio Sousa Pinto, na rede social Facebook, partilhando e comentando a notícia de que Pedro Passos Coelho será professor do ISCSP. O texto é uma defesa da opção do ex-primeiro-ministro, contra os “insultos vomitados” por alguns e contra a “indignação de meia dúzia de pessoal menor da Academia”.

O deputado do PS diz que Passos Coelho foi “testemunha privilegiada e ator de um período crítico da vida nacional — a avaliação que fazemos dele não é para aqui chamada” e foi nessa condição que “decidiu dar aulas”. É algo que Sérgio Sousa Pinto considera normal, porque pessoas com experiências políticas comparáveis às de Passos “são disputadas pelas melhores universidades dos seus países”. “Poucos aceitam, preferindo a liberdade e o proveito do circuito de conferências remuneradas a peso de ouro”, assinala Sérgio Sousa Pinto, lamentando que, em Portugal, “como é de regra, é tudo ao contrário”, nota.

Passos Coelho “podia ser sido cooptado pelos ‘donos disto tudo’, como consultor, lobista ou ornamento. Mas não, decidiu ensinar e ser professor”.

A pátria, chocada, vomita insultos. Meia dúzia de pessoal menor da Academia, devidamente encartada de títulos e graus, inchou de indignação. A universidade, desviada por instantes do negócio dos doutoramentos, habituada a debitar doutores como salsichas rugiu. Acham, certamente, que Passos não é um Vitorino Magalhães Godinho ou um Lindley Cintra. É certo. E dos atuais doutores encartados, quantos são?”

Sérgio Sousa Pinto conclui dizendo que “Passos não fez o percurso habitual na nossa terra, muito celebrado, de caloiro a catedrático, sem nunca conhecer outras paredes. Ainda bem para ele. Ainda bem para os futuros alunos dele”.

Pedro Passos Coelho vai dar aulas de Administração Pública no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, escreve a Visão e confirmou o Observador junto de fonte próximo do ex-primeiro-ministro. A notícia de que Pedro Passos Coelho estava de regresso à universidade foi avançada a meio de fevereiro pelo Diário de Notícias, pouco antes de o PSD se reunir no congresso que marcou a despedida do ex-primeiro-ministro e a chegada de Rui Rio à presidência do partido.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: ecaetano@observador.pt
Obituário

O meu amigo Augusto Cid

Alexandre Patrício Gouveia
242

Sem Augusto Cid Camarate teria, para sempre, sido descrito como mero acidente, e os portugueses teriam vivido com uma mentira relativamente à morte do seu primeiro-ministro e do seu ministro da Defesa

CDS-PP

O peso das escolhas

Miguel Alvim

O único, exclusivo e fundamental ponto é este sinal imensamente negativo dado à sociedade: é que, afinal, parece que o cargo não executivo na Galp é mais importante do que ser vice-presidente do CDS.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)