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PSP, GNR e entidades municipais (ou concessionários) passaram menos 5,4 milhões de multas em 2017, uma descida de 55% do que as multas de trânsito aplicadas no ano anterior. Explicações para estes números do Ministério da Administração Interna (transmitidos ao Jornal de Notícias)? Segundo os polícias, um dos fatores pode ser uma “postura mais compreensiva pelos agentes” mas os sindicatos falam em vingança contra o Governo, por não satisfazer as pretensões “remuneratórias e de condições de trabalho”.

A possibilidade uma espécie de boicote às multas foi admitida, ao Jornal de Notícias, por Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, e César Nogueira, da Associação de Profissionais da GNR. Os sindicalistas admitem que muitos agentes da autoridade estão a avisar os condutores antes, por exemplo, de estacionarem num local proibido — noutras ocasiões, admite um dos sindicalistas, o agente poderia preferir esperar que estacionasse e, depois, multar.

Os sindicalistas acreditam que outra explicação pode estar no facto de “haver menos guardas”, portanto também “menos fiscalização”. Além disso, os responsáveis também admitem que os condutores estejam, também, a ter uma condução mais responsável.

A descida do número de multas não tem, para já, uma correspondência em valor. Mas é quase certo que haverá uma redução dos montantes recebidos pelo Estado Central e pelas autoridades nacionais e municípios.

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