A Levi Strauss vai introduzir um sistema de digitalização à base de lasers para fazer acabamentos nas calças de ganga de uma maneira ética e ambientalmente mais responsável. O projecto chama-se FLX, sigla para Future-Led Execution, e permite à marca de roupa reduzir um processo que por norma leva entre 18 a 24 passos para apenas três.

Com esta técnica a empresa consegue fazer em 90 segundos aquilo que costuma levar vários minutos, reduzindo assim o longo tempo de fabrico de calças de ganga — fazer dois, três pares leva sensivelmente uma hora. Além de economizar tempo, de acordo com Bart Sights, vice-presidente de Inovação Técnica, o “Project FLX” reduz de “milhares” para apenas “algumas dezenas” o número de químicos usados para dar os acabamentos às calças de ganga, algo que por norma é feito à mão.

O que os lasers do “FLX” fazem para replicar os acabamentos feitos à mão é “arranhar” os desenhos e padrões nas calças com o uso de infravermelhos. O processo começa com uma fotografia de umas calças já acabadas, da qual se faz uma “ilustração que o laser consiga interpretar”, explica Sights.

O novo sistema não só é mais amigo do ambiente, como também oferece um maior número de ferramentas estilísticas. Com o “FLX” é igualmente possível replicar os desenhos mais clássicos e “autênticos” como “imprimir” outro tipo de desenhos ou arte nas calças.

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Este sistema inclui ainda uma nova ferramenta para criar protótipos de calças a partir de um tablet, permitindo experimentar os desenhos, as cores, o desgaste e os rasgões que se quer dar a uma peça. Por norma, tudo nos protótipos é feito à mão e com recurso a químicos.

“Project FXL” ainda está em fase de testes, mas a Levi’s espera implementá-lo nas suas linhas de fabrico num espaço de dois anos, dando assim mais um passo rumo a eliminar a descarga de químicos nocivos, algo que querem fazer até 2020. Além disso, a marca pretende ainda alargar o uso da tecnologia a todo o tipo de gangas.