Assunção Cristas apareceu no Congresso de Lamego como uma líder mais legitimada e (muito) mais consensual do que em 2016, quando foi eleita pela primeira vez. Mas a frieza dos números diz que perdeu apoio. Há dois anos a direção de Cristas obteve 95,59% dos votos no Congresso de Gondomar, quando sucedeu a Paulo Portas. Já este domingo em Lamego, também como candidata única, a líder perdeu mais de seis pontos percentuais: obteve 89,26% dos votos (o que significa que existiram 10,74% de votos brancos). No Conselho Nacional,  Cristas também perdeu três conselheiros, mais por culpa da entrada de uma tendência nas contas do que por crescimento do seu crítico Filipe Lobo d’Ávila, que também perdeu três conselheiros.

Para o Conselho Nacional votaram 1053 pessoas e concorreram três listas. A lista A, encabeçada por António Lobo Xavier e apoiada por Assunção Cristas, conseguiu 51 dos 70 lugares (72,8%), enquanto a lista liderada por Filipe Lobo D’ Ávila elegeu 13 conselheiros (18,5%) e a da Tendência Esperança em Movimento (TEM), cujo primeiro nome é Abel Matos Santos, seis (8,5%). No anterior Congresso, em Gondomar (Porto), havia apenas duas listas concorrentes ao Conselho Nacional: a de Assunção Cristas, que conseguiu 54 lugares (75,48%), e a de Filipe Lobo D’Ávila que alcançou 23,08%, correspondente a 16 lugares, menos três do que elegeu neste Congresso. A lista apoiada por Assunção Cristas perdeu três conselheiros e a de Filipe Lobo d’Ávila também. A TEM que, não tinha não tinha concorrido há dois anos, ficou com esses seis lugares..

A Mesa do Congresso, também de lista única, foi eleita com 86,89% dos votos, contra 13,11% de votos brancos. E a Mesa do Conselho Nacional, presidida por Telmo Correia, foi eleita com percentagem semelhante: 87,68% dos votos, contra 12,32% de votos brancos.