Júlio Pomar

Museu do Côa inaugura exposição de Júlio Pomar

650

Museu do Côa acolhe duas centenas de peças do acervo do pintor Júlio Pomar. Exposição vai estar aberta até cinco de maio.

MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Cerca de duas centenas de peças do acervo do pintor Júlio Pomar podem ser vistas no Museu do Côa (MC) numa exposição inaugurada este sábado e que estará patente naquele espaço até cinco de maio.

A exposição “Incisão no Tempo” inclui um núcleo de gravuras de Júlio Pomar, permitindo estabelecer uma “relação” com as gravuras rupestres do Vale do Côa, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.

“Esta relação pode ser visível num conjunto de gravuras de Júlio Pomar, datadas dos anos 70 do século passado, em que o pintor explora as entradas de touros e campinos, numa figuração de certo modo, semelhante às existentes nas gravuras do Côa”, disse à Lusa, a Curadora da exposição, Sara Antónia Matos.

Ao longo das várias salas do MC estão expostas cerca de 200 peças do Atelier – Museu Júlio Pomar e datadas de diversas fases do percurso do artista plástico e que dão conta dos seus 70 anos de carreira.

“Esta exposição no Museu do Côa é importante e simbólica para nós, já que procura fazer sair da metrópole o espólio artístico de Júlio Pomar tentando, assim, descentralizar a sua atividade por outros espaços culturais do país”, adiantou Sara Antónia Matos.

A inauguração da exposição contou com a presença do ministro da Cultura e de outras figuras públicas ligadas ao panorama cultural do país e da região, que se quiserem associar a este monumento, tido como “único” no panorama das atividades recentes do Museu e Parque Arqueológico do Vale do Côa.

Este é um grande acontecimento para o MC. Neste mesmo espaço vai ficar patente uma exposição de um grande artista português que é transversal às diversas fases da sua obra. Trata-se de uma exposição de um artista contemporâneo, como Júlio Pomar, que se vem instalar junto do apelo e do gesto daquele homem da pré-história que gravou na pedra diversas figuras de animais e objetos “, disse Luís Filipe de Castro Mendes.

Segundo o governante, a exposição “Incisão no Tempo” é um gesto de arte que vai ao encontro de outro gesto de arte mais ancestral que ficará patente no Museu do Côa.

Os visitantes do Museu e Parque Arqueológico do Côa têm agora “um novo atrativo”, num espaço cultural que junta a “Arte do Côa~2, com cerca de 30 mil anos de existência, com a “contemporaneidade” e o estilo do pintor Júlio Pomar e que poderá ser visto nos próximos meses.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: [email protected]
PGR

Marx, Maçonaria e Marcelo /premium

Helena Matos

O PS manda. O PCP governa-se. O BE policia. O PR diverte-se. A democracia apodrece. E, sim, porque havemos de querer contrariar este estado de coisas? Não podemos deixar-nos ir simplesmente?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)