Seleção Nacional

Nervosismo das primeiras horas deu lugar à alegria, diz Mário Rui

Chamado à seleção portuguesa de futebol devido à lesão de Fábio Coentrão, Mário Rui revelou que o nervosismo das primeiras horas já passou e que se sente muito bem.

INÁCIO ROSA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O defesa esquerdo Mário Rui, chamado à seleção portuguesa de futebol devido à lesão de Fábio Coentrão, revelou esta quarta-feira que o nervosismo das primeiras horas já passou e que se sente muito bem. “Estou mais calmo, o nervosismo foi mais há dois dias, com a chamada passaram muitas coisas pela cabeça, a primeira vez que era chamado, mas é um sentimento de felicidade”, referiu o futebolista, em conferência de imprensa antes de mais um treino.

Mário Rui, que joga no Nápoles, referiu que nunca perdeu a esperança de ser chamado à seleção e que a continuidade dependerá sempre da decisão do selecionador Fernando Santos, embora para já o sentimento seja de grande alegria. “A esperança nunca a perdi, quando se trabalha mantém-se acesa a esperança, sabia que ia ser difícil e será, mas estar aqui é já motivo de grande orgulho, não estava à espera, mas fico muito contente. Depois será uma decisão do ‘mister'”, acrescentou Mário Rui.

O lateral revelou ainda que estes primeiros dias têm sido muito positivos, com os companheiros de seleção a darem-lhe as boas vindas, a dizerem-lhe para “estar tranquilo” e “aproveitar da melhor maneira”.

Na seleção, o defesa entra num grupo que tem contado com ex-companheiros no Mundial de sub-20 na Colômbia, em 2011, casos de Danilo (ausente nesta convocatória por lesão9 e Cédric, mas Mário Rui assinalou que já passaram muitos anos. “Já passaram muitos anos desde essa data (..), mas espero ter a mesma sorte que eles tiveram na seleção AA”, referiu o jogador.

O futuro na equipa das ‘quinas’, com o Mundial2018 à porta, não deixa de estar no pensamento de Mário Rui, embora o jogador sublinhe que estará sempre a torcer por Portugal, mesmo que não venha a fazer parte da convocatória final.

“Acho que não vou ter que fazer nada de mais do aquilo que fiz, passa muito pelo trabalho que se faz nos clubes, o ‘mister ‘tem muito por onde escolher, se recair em mim fico contente, se não continuarei a torcer sempre por Portugal”, assinalou.

Para já Portugal está no ciclo de preparação, na sexta-feira com o jogo particular com o Egito e na terça-feira com a Holanda, jogos que são importantes no ‘afinar’ da máquina para o campeonato do Mundo. “Tem jogadores de muita qualidade [o Egito], muito parecida às equipas que vamos defrontar, a Holanda está numa fase de reconstrução, mas será mais um jogo importante para a nossa seleção”, explicou Mário Rui.

O defesa, de 26 anos, que ‘brilha’ em Itália — agora no Nápoles, por empréstimo da Roma, e depois de passagens por Empoli ou Spezia -, saiu cedo de Portugal, numa carreira em que fez parte da formação no Sporting e Benfica. “Saí muito cedo do futebol português, fiz a minha estrada em Itália, comecei por escalões inferiores ate chegar onde estou hoje, estou muito orgulhoso e espero melhorar ainda mais”, acrescentou.

Mário Rui falou ainda da desilusão que foi para os italianos ficarem fora do Mundial, o que não acontecia há 60 anos, mas que não pensa nestes dias na Série A, ou nas possibilidades do Nápoles ser campeão, com as suas “energias” todas viradas para a seleção. “As minhas energias estão agora na seleção e focado aqui”, justificou.

A seleção portuguesa realiza esta quarta-feira na Cidade do Futebol, em Oeiras, o segundo dia de treinos de preparação para os jogos particulares com o Egito, na sexta-feira, em Zurique, e a Holanda três dias depois, em Genebra. Serão os últimos particulares antes do selecionador divulgar os convocados para o Mundial2018.

Depois destes, Portugal já tem agendados mais três jogos de preparação para o Mundial, a 28 de maio, com a Tunísia, em Braga, a 2 de junho, na Bélgica, e a 7 de junho, com a Argélia, em solo luso. No Mundial, a decorrer entre 14 de junho e 15 de julho, na Rússia, Portugal integra o grupo B, juntamente com Espanha, Irão, de Carlos Queiroz, e Marrocos.

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