Um juiz decidiu na sexta-feira adiar por três meses o início do julgamento da queixa da atriz porno Stormy Daniels contra o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu advogado pessoal, Michael Cohen.

O advogado do Presidente norte-americano tinha solicitado o adiamento depois de agentes da polícia federal (FBI, na sigla em inglês) terem procedido a buscas na sua casa no início deste mês.

O FBI esteve a procurar registos de um acordo de confidencialidade que Daniels assinou antes das eleições presidenciais de 2016.

O juiz James Otero concordou em adiar o caso por três meses e marcar uma audiência para 27 de julho.

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Stormy Daniels, cujo nome verdadeiro é Stephanie Clifford, garantiu que teve uma relação sexual com Trump em 2016 e recorreu agora ao tribunal para procurar invalidar o acordo de confidencialidade que a impede de o discutir em público. Também processou Cohen, alegando difamação.

O advogado de Daniels, Michael Avenatti, divulgou, através da rede social Twitter, que apresentou um recurso imediato da decisão do juiz Otero.

“Não concordamos” com o adiamento, escreveu Avenatti, acrescentando: “Justiça adiada é justiça negada”.

Cohen argumentou que o seu direito a invocar a Quinta Emenda, para não se inculpar, poderia ser prejudicado se os procedimentos não fossem adiados.

Cohen disse, em registos judiciais, que os agentes do FBI apreenderam os seus aparelhos eletrónicos e documentos com informação sobre os 130 mil dólares pagos a Daniels como parte do acordo de confidencialidade.

Daniels prontificou-se a devolver os 130 mil dólares e argumentou que o acordo é inválido, porque foi assinado apenas por si e Cohen, não por Trump.