Um incêndio que deflagrou na garagem do hotel onde o FC Porto estagiava (e comemorava, após o nulo no dérbi) obrigou à chamada dos bombeiros para extinguir o fogo e fez com que, já de madrugada, toda a equipa tivesse de abandonar o local para uma outra unidade quando já passavam das duas da manhã.

Quando o fumo que saiu da garagem começou a ser mais percetível e intenso, o autocarro da equipa foi retirado do local e o hotel foi evacuado por precaução enquanto os bombeiros foram apagando o incêndio que terá deflagrado por volta da meia noite e meia, numa altura em que a comitiva azul e branca já tinha recolhido ao interior da unidade depois dos festejos com os milhares de adeptos que se deslocaram ao local após o empate em Alvalade entre Sporting e Benfica. Mais tarde, os jogadores juntaram-se mesmo no hall de entrada do hotel.

Tudo apontava para que o início do problema tivesse começado com um engenho pirotécnico aceso no meio das comemorações e que terá atingido um carro que estava estacionado na garagem da unidade hoteleira. Mais tarde, um elemento da GNR presente no local explicou à agência Lusa que tudo terá começado na casa das máquinas e que os funcionários não conseguiram extinguir o fogo, sendo assim obrigados a chamar os Bombeiros Voluntários da Aguda e dos Bombeiros Sapadores de Gaia, num total de 12 viaturas e 38 operacionais.

Nessa altura, quando já havia uma nuvem de fumo a sair dessa zona da garagem, a GNR afastou os milhares de adeptos que estavam junto à unidade hoteleira em festa e, por precaução, foi cortada a eletricidade. Cerca de uma hora depois, as viaturas começaram a desmobilizar e o incêndio estava já inativo.

“Foi uma tocha que entrou dentro da garagem e incendiou o carro. Houve ambulâncias para assistência mas não houve registo de qualquer ferido, nada. Só foi evacuado por questão de segurança, nada mais. O sistema de exaustão foi entretanto ligado para a normalidade ser reposta”, explicou um responsável da unidade hoteleira.