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O Presidente da República italiano, Sergio Mattarella, recebeu durante esta quarta-feira no Palácio do Quirinal, para consultas, o presidente da Câmara dos Deputados, Roberto Fico, e a presidente do Senado, Maria Caselatti. Em cima da mesa de trabalhos estava a aprovação do nome de Giuseppe Conte como novo primeiro-ministro de Itália, nome esse que terça-feira foi proposto a Mattarella por Luigi Di Maio, líder do Movimento 5 Estrelas (M5E), bem como por Matteo Salvini, líder do outro partido que propõe governar o país, a Liga Norte.

Sergio Mattarella avalizou Giuseppe Conte, encarregou-o de formar, enfim, Governo. Recorde-se que a Itália encontra-se num impasse pós-eleitoral desde 4 de março.

Conte, de 54 anos, um perfeito desconhecido para a maioria dos eleitores italianos, é professor universitário em Florença e proprietário de um escritório de advogados em Roma. E é dele a autoria do programa eleitoral no que respeita à justiça — programa onde defende o fim de centenas de leis e a criação de legislação no combate à corrupção. Até agora Conte estava a ser apontado como futuro ministro da Administração Pública.

Especialista em direito civil e administrativo, Conte é apenas o sexto homem a chegar à liderança do Governo sem nunca ter sido eleito deputado ou senador na Itália pós-II Guerra. O primeiro foi Carlo Ciampi, em 1993, e o mais recente foi Matteo Renzi, em 2014.

Ainda a propósito do futuro Governo, a imprensa italiana avança que Luigi Di Maio (do M5E, partido que se diz anti-sistema) vai ficar com a pasta da Economia e do Trabalho, ao passo que Matteo Salvini (nacionalista da Liga Norte) deverá ficar com a Administração Interna. Segundo uma sondagem publicada no ​​​​​​​La Repubblica, seis em cada dez italianos apoiam um governo de coligação M5E-Liga.

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