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À chegada para a reunião com o Bloco de Esquerda no seu gabinete, na passada terça-feira, o primeiro-ministro vinha acompanhado de um velho conhecido e seu ex-conselheiro económico, Vítor Escária. O economista entrou mesmo com António Costa no edifício do Terreiro do Paço onde está provisoriamente instalado o gabinete do primeiro-ministro, embora tenha deixado as funções que exercia no gabinete há quase um ano. Em julho de 2017 demitiu-se do gabinete de Costa e, logo a seguir, foi constituído arguido no caso das viagens pagas pela Galp a membros do Governo para assistirem a jogos da seleção nacional de futebol no Euro2016. Apesar desse afastamento, que foi público, Escária continua a trabalhar em estreita colaboração com o Governo.

O economista, que já tinha sido assessor económico de José Sócrates quando este foi primeiro-ministro, tem estado a acompanhar o processo de negociação do Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia e a preparação do próximo quadro comunitário, através da Agência de Desenvolvimento e Coesão, um instituto público criado em 2013 para coordenar a “política estrutural e de desenvolvimento regional cofinanciada pelos fundos europeus”. A Agência está sob a tutela do membro do Governo responsável pela área do desenvolvimento regional, no caso do atual Executivo, a tutela é do ministro do Planeamento e das Infrasestruturas, Pedro Marques.

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