O atentado bombista que visou no sábado em Bulawayo um comício eleitoral do presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, que saiu ileso do ocorrido, causou 41 feridos, indicou este domingo o jornal estatal “sunday Mail”.

Segundo o jornal, que cita o ministro da Saúde, David Parirenyatwa, os feridos foram transferidos para três hospitais próximos e “muitos deles necessitaram de serem submetidos a cirurgias”.

Um engenho explodiu sábado no final do comício eleitoral de Mnangagwa, candidato do partido no poder às eleições presidenciais marcadas julho.

Muitos milhares de apoiantes de Mnangagwa assistiam a um comíco organizado num estádio situado numa zona considerada um bastião da oposição.

O chefe de Estado do Zimbabué classificou o atentado como um “ato cobarde” e que o visava atingir pessoalmente.O ataque ainda não foi reivindicado.

Entre os feridos figuram dois vice-presidentes do país, Constantino Chiwenga e Kembo Mohadi, e muitos outros altos responsáveis do partido no poder.

O atentado ocorreu durante uma fase acesa da campanha para as eleiçõpes de 30 de julho, as primeiras desde a demissão forçada em novembro do presidente Robert Mugabe, que dirigiu o Zimbabué com `mão de ferro´desde a independência em 1980.

Abandonado pelo exército e pelo seu partido, Mugabe foi substituído por Mnangagwa, o seu antigo vice-presidente.

Mnangagwa é apontado como o favorito às eleições depois de a oposição ter ficado orfã do seu líder histórico, Morgan Tsvangirai, falecido em fevereiro.