Rádio Observador

Natalidade

Três em cada quatro portugueses estão preocupados com queda da natalidade

Os resultados preliminares do estudo do Observatório da Natalidade e Envelhecimento indicam que 28% da população está muito preocupada por o número de nascimentos estar a decrescer.

ALEX HOFFORD/EPA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

Três em cada quatro portugueses estão preocupados ou muito preocupados com a diminuição da natalidade em Portugal, concluiu o Observatório da Natalidade e Envelhecimento no primeiro estudo sobre a questão, cujos resultados preliminares foram concluídos na semana passada.

Os resultados preliminares do estudo indicam que 28% da população está muito preocupada por o número de nascimentos estar a decrescer, e quase metade da população admite estar preocupada. Os dados foram conhecidos em vésperas da discussão no plenário da Assembleia da República do tema “Políticas para a Infância e Natalidade”, a pedido da bancada parlamentar do PSD e agendado para esta quarta-feira.

Segundo o Observatório, o índice de fecundidade já será inferior ao necessário para repor a população (2,14 filhos por mulher), sendo de menos de um filho (0,84) por mulher.

De acordo com o documento, 15% das pessoas questionadas não querem ter filhos e 75% das que já têm algum, dizem não querer ter mais. Entre aqueles que não têm nem planeiam ter filhos, quase dois terços explicam que a situação decorre de “uma opção pessoal ou de vida”.

Uma maior disponibilidade de creches e jardins de infância foi a medida de incentivo à natalidade mais valorizada, mas os portugueses gostariam também que houvesse redução ou flexibilidade do horário de trabalho nos primeiros três anos de vida da criança. A terceira medida mais valorizada é, segundo o estudo, a gratuitidade dos manuais escolares do 1º. Ao 4º ano de escolaridade, sendo que de 13 medidas apontadas, os portugueses querem ainda mais benefícios fiscais no IRS e abonos de família mais elevados.

Ainda assim, 60% dos inquiridos reconheceu que não seria a existência de um montante adicional ao rendimento líquido mensal que os levaria a ponderar ter (mais) um filho, mas um em cada três admite que a estabilidade económica é o fator mais importante a alcançar para poder um filho.

O estudo do Observatório validou 1.173 questionários relativos à questão da natalidade, feitos a homens e mulheres entre os 18 e os 59 anos nas cidades de Lisboa, Évora, Coimbra e Faro.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Natalidade

Como captar os votos de um jovem casal?

Ricardo Morgado
200

O nascimento de uma criança altera, complemente, a vida de um jovem casal. Para que tal aconteça mais vezes, é essencial que o Estado saiba responder às suas necessidades e a algumas urgências.

Politicamente Correto

Os filhos do Vasco Granja /premium

Helena Matos
463

O reitor proibiu a carne de vaca. Os alunos se pudessem proibiam toda a carne. Em Portugal, eles são os filhos e netos do Vasco Granja. Gerações que, entre muita animação, estão a impor uma ditadura.

Turismo

A turistificação da economia algarvia

António Covas

Não é tarefa fácil falar de diversificação da base económica regional quando a atividade turística é aquela que remunera mais rapidamente as pequenas poupanças e os pequenos investimentos realizados.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)