O atraso nas negociações do acordo entre Governo e Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) sobre a atualização de preço dos manuais escolares pode afetar o abastecimento das livrarias, admitem editoras.

A notícia surge a um dia do final do prazo fixado para as escolas divulgarem a lista de livros para o próximo ano letivo aos encarregados de educação. Os agrupamentos de escolas têm até esta sexta-feira para registar no Sistema de Informação de Manuais Escolares (SIME) os manuais que pretendem adotar, assim como uma estimativa do número de alunos. No entanto, o atraso na negociação da convenção que atualizará os preços dos manuais está a dificultar os processos de produção e armazenamento das editoras e pode vir a afetar o fornecimento às livrarias.

Apesar de afastar a possibilidade de não haver manuais no início do ano letivo, o vice-presidente da APEL, Bruno Pacheco, constatou em declarações ao Jornal de Notícias que a demora está a causar “dificuldades acrescidas que os editores estão a tentar colmatar”, nomeadamente com a impressão parcial dos manuais.

A anterior convenção que definia a atualização dos preços cessou em março e, ao contrário dos anos anteriores, as negociações para a atualização não ficaram concluídas no final do primeiro trimestre.