Nicarágua

Primeira-dama e vice-presidente da Nicarágua diz que Governo “é indestrutível”

A primeira-dama da Nicarágua, Rosario Murillo, defendeu que o Governo liderado pelo marido, Daniel Ortega, "é indestrutível" e que os opositores "não conseguiram, nem vão conseguir" derrubá-lo.

JORGE TORRES/EPA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

A primeira-dama e vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, defendeu que o Governo liderado pelo marido, Daniel Ortega, “é indestrutível” e que os opositores “não conseguiram, nem vão conseguir” derrubá-lo durante a atual crise sociopolítica.

Somos fortes, indestrutíveis, não conseguiram, nem vão conseguir” derrubar o Governo, exclamou Murillo, num discurso transmitido na quarta-feira por meios de comunicação social oficiais.

Na opinião da também porta-voz do Governo, o que está a acontecer desde 18 de abril é “uma explosão do mal e do terrorismo”, causada pelos opositores que vivem num “mundo egoísta e perverso”.

Foram capazes de introduzir numa sociedade que vivia um processo de reconciliação… perversão, terror, terrorismo, crimes, sequestros e torturas”, acusou.

No mesmo dia, a Associação Nicaraguense pelos Direitos Humanos (ANPDH) elevou para 351 o número de mortos e 261 desaparecidos devido à repressão do Governo contra os protestos que ocorrem no país desde abril.

Ainda na quarta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar “muito preocupado” com a violência na Nicarágua.

A ONU “deplora a perda de vidas nos protestos e o ataque contra os mediadores da Igreja católica no diálogo nacional”, de acordo com um comunicado do porta-voz, Stéphane Dujarric.

Na segunda-feira, partidários do Governo irromperam violentamente uma basílica da cidade de Diriamba, situada a 42 quilómetros a sul de Manágua, onde agrediram vários bispos, entre os quais o núncio apostólico Stanislaw Waldemar Sommertag, o cardeal Leopoldo Brenes e o bispo Silvio Báez.

Desde 18 de abril que a Nicarágua é palco de manifestações e confrontos violentos. Os manifestantes acusam o Presidente Daniel Ortega e Rosario Murillo de abuso de poder e de corrupção. Daniel Ortega está no poder desde 2007, após um primeiro mandato de 1979 a 1990.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.
Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)