Milhares de civis e combatentes pró-regime começaram a ser retirados, na quarta-feira à noite e na madrugada desta quinta-feira, das cidades sírias de Foua e Kefraya, duas localidades cercadas por forças rebeldes e jihadistas.

“Dezenas de autocarros e ambulâncias entraram nas duas aldeias de Foua e Kefraya”, anunciou a agência oficial de notícias da Síria, SANA.

A transferência dos habitantes de Foua e Kefraya resulta de um acordo entre a Rússia, aliada do regime sírio, e a Turquia, que apoia os rebeldes sunitas. No total devem ser retiradas cerca de 6.900 pessoas, entre civis e combatentes, segundo uma fonte do Hayat Tahrir al-Sham. Em contrapartida, 1.500 prisioneiros serão libertados das prisões do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

Um correspondente da agência de notícias France-Presse observou no local a entrada de 84 autocarros em Foua e Kefraya, de maioria xiita, que se encontram cercadas por rebeldes e combatentes do grupo ‘jihadista’ Hayat Tahrir al-Sham, antigo ramo da Al-Qaeda na Síria, que controlam uma grande parte da província de Idleb.

Segundo a organização não-governamental sediada no Reino-Unido, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a totalidade dos habitantes das duas localidades na província de Idleb deve ser transferida para territórios sob controlo governamental na vizinha província de Alepo.

Desencadeada em 2011, a guerra na Síria agudizou-se ao longo dos anos com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos jihadistas, num território cada vez mais fragmentado, e já causou mais de 350.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.