Pedro Santana Lopes

Santana Lopes distinguido pela Academia Portuguesa da História

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O ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Pedro Santana Lopes foi eleito académico honorário da Academia Portuguesa da História, informou a sua presidente, Manuela Mendonça.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Pedro Santana Lopes foi eleito académico honorário da Academia Portuguesa da História, informou a sua presidente, Manuela Mendonça.

Pedro Santana Lopes, de 62 anos, advogado, exerceu vários cargos públicos, tendo sido primeiro-ministro do XVI Governo Constitucional (2004/2005).

Como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, cargo que exerceu de 2011 até ao ano passado, entre outras iniciativas, a instituição apoiou a publicação da Obra Completa do Padre António Vieira (2013-2014), com um montante de 500.000 euros, como revelou à agência Lusa a editora Guilhermina Gomes, em dezembro de 2014.

Além de Santana Lopes foram também eleitos académicos honorários o embaixador José Bouza Serrano, autor de “O Livro do Protocolo” (2011) e que exerceu entre outras funções as de chefe do Protocolo de Estado, e José Augusto de Alarcão Troni, presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Como académicos de mérito foram eleitos Vasco Mantas, do Departamento de História e Arqueologia da Universidade de Coimbra, autor entre outros títulos, de “Arqueologia e ideologia. Reflexões sobre um tema incómodo”, e Manuel Ferreira Patrício, ex-reitor da Universidade de Évora, que tem desenvolvido investigação sobre o filósofo Leonardo Coimbra, e é autor de variada obra sobre Pedagogia e Ciências da Educação, tendo sido um dos fundadores da Associação da Educação Pluridimensional e da Escola Cultural, da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação e da Associação Portuguesa de Professores.

A APH, atualmente presidida pela historiadora Manuela Mendonça, conta com 455 académicos, segundo dados revelados do ano passado, e é apontada como a mais antiga academia nacional, fundada a 08 de dezembro de 1720, pelo rei D. João V, e restaurada por decreto-lei de maio de 1936.

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