Mais de 30 hectares de floresta foram consumidos no incêndio que está ativo desde a madrugada desta sexta-feira no Planalto Leste na ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, segundo fonte da Proteção Civil.

De acordo com o presidente do Serviço Nacional de Proteção Civil (SNPC) de Cabo Verde, Reinaldo Rodrigues, o fogo ainda não atingiu habitações, mas por precaução algumas famílias na zona do Esponjeiro foram aconselhadas a deixar as suas casas.

Em declarações à agência Lusa, Reinaldo Rodrigues afirmou que no terreno encontram-se bombeiros dos municípios de Porto Novo, Paul e Ribeira Grande (ilha de Santo Antão) e da ilha de São Vicente. No local estão ainda 51 militares, aos quais se irão juntar ainda hoje uma equipa de Fuzileiros Navais, adiantou a mesma fonte.

As chamas já consumiram pelo menos 30 hectares de floresta, embora este seja ainda um balanço provisório. A aproximação da noite preocupa as autoridades, embora o combate se vá manter.

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Segundo Reinaldo Rodrigues, a origem do fogo ainda não é conhecida, embora os relatos dos populares lancem suspeitas de fogo posto, dada a forma como o fogo começou, às primeiras horas da madrugada, e com várias frentes.

Em declarações à agência de notícias de Cabo Verde (Inforpress), o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA), Orlando Delgado, disse que tudo leva a crer que a origem deste incêndio seja fogo posto. Orlando Delgado disse que “a Polícia Judiciária (PJ) já foi acionada para as necessárias investigações” porque, “pela dimensão e pelo número de fogos surgidos”, essa conclusão parece viável, seja por negligência, seja por vandalismo. “É inconcebível que haja pessoas que, por má-fé ou por outra razão qualquer, sejam capazes de destruir um património de gerações”, disse Orlando Delgado à Inforpress.