“Fiquei paralisado e parei de andar. Os guias [turísticos] gritavam: ‘Não morra! Não morra!‘”. John Robyn Buenavista era um dos 337 turistas que estavam este domingo no vulcão Rinjani, na ilha Lombok, na Indonésia, no momento em que foi atingido por um terramoto de magnitude 6.4.

Vi pessoas com metade dos seus corpos presos nas rochas. Um dos guias teve que me abanar e pegar-me pela mão. Disse que eu tinha que ir e que eles ficariam bem”, recordou o turista norte-americano à agência Reuters.

Estima-se que ao todo cerca de 820 pessoas estivessem no vulcão Rinjani no momento em que foi atingido pelo terramoto, das quais 337 turistas — a maioria eram tailandeses, franceses, holandeses e espanhóis –, confirmou fonte da agência nacional de mitigação de desastres nacionais à BBC. Morreram 16 pessoas e outras 330 ficaram feridas.

Um sobrevivente do terramoto é assistido numa ambulância em Lombok (Foto: AULIA AHMAD/AFP/Getty Images)

Os deslizamentos de terras cortaram as estradas de acesso ao vulcão, impedindo que a zona fosse evacuada. Centenas de visitantes ficaram presos naquele que é o segundo maior vulcão da Indonésia, com 3726 metros acima do nível do mar, e que atrai, por isso, centenas de turistas.

Só esta segunda-feira é que a estrada principal de acesso ao vulcão ficou livre, permitindo que as pessoas que ficaram encurraladas pudessem abandonar a zona. Ainda assim, algumas delas ainda estão no local, enquanto as missões de resgate estão a decorrer.

Foram montadas tendas para tratar os feridos até que as ambulâncias chegassem (Foto: AULIA AHMAD/AFP/Getty Images)

O único centro de saúde na encosta do vulcão Rinjani foi danificado no terremoto — bem como milhares de casas que deixaram centenas de pessoas desalojadas. Foram montadas tendas para tratar os feridos até que as ambulâncias chegassem para os transportar para o hospital mais próximo. Um helicóptero deixou cair alguns alimentos que serão suficientes para “mais um ou dois dias”, revelou o responsável pelos resgates, Agus Hendra Sanjaya disse à AFP.