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A brigada de combate à corrupção da PJ do Porto está a investigar uma promessa de um possível pagamento de 10 mil euros por parte do Benfica a cada jogador do Desportivo das Aves para vencer o jogo contra o FC Porto. O Benfica já veio desmentir qualquer envolvimento no caso, de acordo com a TSF.

Em causa está o jogo do Porto contra o Aves da 29ª jornada do campeonato, na jornada que antecedeu o clássico na Luz que viria a ser ganho pelo FC Porto com um golo de Herrera ao cair do pano.

O Jornal de Notícias avança na sua edição impressa que a suspeita sobre a oferta de um “prémio” aos jogadores do Aves para vencer o rival do Porto surgiu numa denúncia anónima que visava alguns ex-dirigentes do Desportivo de Aves.

Contactado pela TSF, o Benfica assegura que a notícia é completamente falsa e que nenhum dirigente encarnado foi ouvido sobre o assunto.

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Estas suspeitas já levaram as autoridades a efetuar buscas nas instalações do Desportivo das Aves e do Benfica, no final de junho, no âmbito da operação “Mala Ciao”.

No início de 2017, apesar de ser proibido pagar a um clube para perder, pagar para um determinado clube ganhar não o era. Esta prática, de incentivar clubes a derrotar os rivais, era conhecida como o “jogo da mala”.

Atualmente a prática é crime e prevê uma pena que pode ir até aos cinco anos de prisão para quem “solicite ou aceite” uma “vantagem patrimonial” para vencer o jogo. O agente que oferece a vantagem tem uma pena inferior, podendo ir, no máximo, até aos três anos de cadeia.

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Suspeitas de empréstimos “ocultos”

Um dos indícios recolhidos pelas autoridades na sequência dessas diligências foi o de que vários futebolistas terão sido emprestados de forma oculta ao clube de Santo Tirso. A forma de o fazer? Através da opção de “recompra”.

A regulamentação atual permite um máximo de três empréstimos por clube, com vista a evitar relações de subordinação entre clubes. No entanto, as autoridades estarão a investigar quatro contratos celebrados em 2016 com futebolistas ligados ao Benfica.