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Uma vereadora do Partido da Liberdade (PVV, de extrema-direita), Willie Dille, suicidou-se depois de ter publicado um vídeo na internet onde denunciou que tinha sido vítima de “uma violação” em março de 2017. “Ela já não podia suportar o que tinha acontecido e as reações que recebeu depois do que se passou”, disse na quinta-feira a sua colega de partido Karen Gerbrands, citada pelo jornal espanhol ABC.

Também o líder do PVV, Geert Wilders, disse estar “muito consternado” com a morte de Dille, enquanto o primeiro-ministro Mark Rutte desejou “força ao PVV, depois desta grande perda.” Num comunicado, a presidente da câmara de Haia, Pauline Krikke, confirmou que iria interromper as suas férias para regressar à cidade disse que esta notícia foi “um grande choque para todos.”

Dille, que foi deputada pelo PVV entre 2010 e 2013, tinha publicado na quarta-feira um vídeo na sua página do Facebook em que assegurava que, em março de 2017, durante o período eleitoral, foi vítima de violação. “Fui sequestrada, violada e torturada por um grupo de muçulmanos que queriam silenciar-me na câmara municipal de Haia. Quando tudo aconteceu, fiquei em silêncio”, disse Willie Dille.

https://www.youtube.com/watch?v=alvcnhd0YsM

Um porta-voz da polícia confirmou à agência Efe que agentes policiais se encontraram várias vezes com Dille, de 53 anos, para falar com ela sobre essa alegada violação e as ameaças que recebia, mas as autoridades nunca iniciaram a investigação porque a vereadora “não quis apresentar queixa”, nem apresentar provas do que se passou.

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No vídeo, Dille acusa um antigo membro do PVV, Arnoud Van Door, de estar por detrás da suposta violação e das ameaças. Van Door respondeu pelo Twitter e disse estar “surpreendido pelas acusações” e disse estar a “considerar apresentar uma denúncia por difamação.”