Para a maior parte das pessoas, o ar condicionado a bordo de um veículo é mais um instrumento ao serviço do conforto dos passageiros do que propriamente uma funcionalidade pró-segurança. Mas a verdade é que quando se enfrentam viagens sob temperaturas escaldantes, esta comodidade é essencial para conservar o habitáculo fresco e ventilado, o que se por um lado proporciona deslocações mais agradáveis, por outro, garante que o condutor mantém todos os sentidos em alerta. Daí que os especialistas avisem que não se deve subestimar os efeitos do calor na condução.

Segundo Ángel Suárez, engenheiro do Centro Técnico da Seat, “uma temperatura interior de 35º faz com que o condutor reaja cerca de 20% mais lentamente do que outro que circule a 25º”. Dito de outro modo, é como se quem vai ao volante estive embriagado:

O efeito é semelhante ao de conduzir sob uma taxa de alcoolemia a rondar os 0,5g/l.”

Para evitar essa “bebedeira” a seco, é importante saber tirar o máximo partido do ar condicionado. E não, isso não passa por ligá-lo no máximo ou apontar as saídas de ventilação para nós. Esses são apenas dois dos erros mais comuns que cometemos, quando queremos rapidamente refrescar a bordo. Talvez não se tenha ainda apercebido, mas pode estar a cometer outros. Na galeria explicamos-lhe o que não deve fazer (e o que deve) para viajar fresco e (mais) seguro.