Há dois números que têm marcado a campanha de Frederico Varandas e respetiva lista “Unir o Sporting” quando fala sobre as modalidades do clube: por um lado, o facto de terem sido vendidas apenas 299 Gameboxes na última época; por outro, ter havido uma média de 1.200 espetadores nos 81 encontros realizados no Pavilhão João Rocha, inaugurado no ano passado. Mas existem mais dados que ajudam a explicar as principais medidas do antigo diretor clínico verde e branco.

Olhando para a rubrica Publicidades e Patrocínios no orçamento para 2018/19 que tinha sido desenhado pelo elenco que era então comandado por Bruno de Carvalho (e que nunca chegou a ser votado, após o veto da Comissão de Fiscalização), há alguns dados indicadores que balizam essa preocupação: por exemplo, entre os pouco mais de 2,3 milhões de euros de encaixe previstos, 45,2% advinham de patrocínios comuns ao Sporting e a todas as modalidades, 14,4% vinham do futsal e 10,3% do hóquei em patins; no entanto, duas outras modalidades também campeãs nacionais, e que jogaram toda a temporada sem patrocínio nas camisolas, apresentavam valores mais baixos, no caso do andebol 6,7% e no voleibol de apenas 0,1%.

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“Não vamos desinvestir, vamos investir para continuar a ganhar”, destacou o candidato, que apresentou como uma das chaves “a criação de uma política desportiva e uma gestão transversal a todas as modalidades” com projetos de âmbito formador tal como o do futebol. “Para isso, temos de aumentar receitas e não diminuir o investimento. Não podemos ter apenas uma média de 1.200 pessoas num pavilhão com 3.000 de capacidade, não podemos vender apenas 299 Gameboxes. Além das receitas de bilhética, teremos uma parte de marketing e comercial para as modalidades e uma outra gestão do pavilhão e do espaço”, disse.

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Assim, e em caso de triunfo no sufrágio de dia 8 de setembro, Frederico Varandas irá autonomizar a estrutura profissional das modalidades, com um diretor geral (que será Miguel Albuquerque, atual diretor do futsal leonino) e um gabinete onde entra secretariado; comunicação e redes sociais; marketing e comercial; jurídico; apoio aos atletas; gestão do espaço desportivo do pavilhão João Rocha; gabinete olímpico; e backoffice das modalidades.

Em paralelo, o Sporting poderá também fazer regressar o basquetebol sénior em 2019/20. “Não basta dizer, não podemos apenas jogar para a bancada. No dia em que foi anunciada essa intenção de trazer de novo a modalidade para o Sporting, marcámos reuniões com a Federação Portuguesa de Basquetebol, já tivemos três reuniões para vermos todos os requisitos necessários para entrar logo na Liga Profissional e podemos dizer que isso irá acontecer em 2019/20″, explicou Miguel Afonso, vogal do Conselho Diretivo da lista de Frederico Varandas com o pelouro das modalidades.

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“Mais uma vez, estamos aqui para apresentar ideias concretas, neste caso sobre as modalidades, como antes fizemos do futebol profissional, do futebol de formação e da marca. É isso que faz a diferença em relação a esta candidatura, reparem no conteúdo que apresentamos. Os sportinguistas vão perceber isso”, resumiu Frederico Varandas.

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