Com o regresso do bancos aos lucros em 2017, Paulo Macedo decidiu que este ano vai distribuir prémios pelos trabalhadores que consigam avaliações positivas, cumpram objetivos ou se destaquem de alguma forma no seu trabalho. Os bónus, que começam a ser pagos a partir do próximo mês, oscilam entre 500 e 3.000 euros e são justificados pelo presidente-executivo do banco público como uma forma de “partilha” de lucros, noticia o Público. Além disso, os que já foram distinguidos com o prémio Excelência no último ano vão ter uma majoração de 50% deste prémio.

O pagamento de prémios, contudo, ocorre num momento de tensão entre a administração e os funcionários da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Isto porque o acordo de empresa foi denunciado pela atual gestão — levando a que os trabalhadores estejam em greve esta sexta-feira — e as negociações que devem começar em setembro não se adivinham fáceis.

O próprio banco já entregou aos sindicatos uma proposta de revisão desse acordo, no sentido de negociar condições que aproximem a Caixa das regras em vigor nos restantes bancos. Já os trabalhadores insistem que não querem perder direitos e reforçam defesa de critérios para a progressão salarial, como a antiguidade ou anuidade, exclusivas da CGD. A revisão da tabela salarial pode ser o ponto-chave para um novo consenso.

A CGD registou lucros de 52 milhões de euros no último ano, tendo reforçado essa recuperação já no primeiro semestre deste ano. São estes resultados que a equipa de Paulo Macedo pretende agora distribuir pelos colaboradores, indexando o valor do prémio à avaliação e dependente do cumprimento dos objetivos de equipa e dos próprios trabalhadores. Além destes primeiros bónus, setembro é também o mês em que deverão reflectir-se nos salários os valores relativos a progressões anuais por mérito já em 2018 — valores que serão pagos com efeitos retroativos a janeiro, apesar de numa primeira fase o banco admitir que só recuaria até agosto.