Rádio Observador

Família

Brigar com irmãos ajuda a ganhar capacidades de socialização na vida adulta

3.409

Segundo um estudo da Universidade de Cambridge, ter brincadeiras e pequenas brigas com irmãos ajuda as crianças a ganharem capacidades de socialização que serão úteis na vida adulta.

iStockphoto/Nadezhda1906

As brigas entre irmãos podem ser um pesadelo para os pais, mas — na dose certa — podem ajudar na vida adulta. Um estudo do Centro de Estudos de Família da Universidade de Cambridge, noticiado pelo The Independent, concluiu que a rivalidade entre irmãos pode ajudar ao desenvolvimento mental e emocional e permite, ainda, fortelecer as capacidades de socialização (as chamadas “social skills“).

O projeto ToddlersUp envolveu um estudo de cinco anos que analisou o desenvolvimento cognitivo e social de 140 crianças entre os dois e seis anos de idade. Os resultados demonstraram que ter um irmão pode ter um impacto positivo no desenvolvimento de uma criança, mesmo que esse relacionamento seja negativo.

O estudo incluiu observações em vídeo sobre a forma como as crianças interagiram com familiares, desconhecidos, entrevistas, questionários e uma série de testes que avaliaram o uso da linguagem, capacidades de planeamento, memória e auto-controlo.

Apesar destas conclusões, de acordo com o estudo, apenas a rivalidade moderada é positiva, já que um conflito agressivo e continuado poderá levar, mais tarde, a dificuldades em criar relacionamentos e ao desenvolvimento de problemas comportamentais.

Claire Hughes, especialista envolvida no estudo, explica que “ter um irmão ou irmã leva a muita competição pela atenção e amor dos pais. Na verdade, os resultados do estudo sugerem que a capacidade de socialização das crianças pode ser acelerada pela interação com os irmãos. Uma das principais razões para isso acontecer é o facto de o irmão ser um aliado natural“. E acrescentou: “Os irmãos estão frequentemente no mesmo comprimento de onda e, provavelmente vão envolver-se em brincadeiras que ajudam as crianças a desenvolver uma consciência dos estados mentais”.

Após estudarem as crianças envolvidas no projeto, os investigadores perceberam que, quando eram colocadas num ambiente de brincadeira, as crianças discutiam os seus pensamentos e sentimentos com profundidade. Os especialistas chamaram a este processo o “andaime emocional“, que permite que as crianças construam uma história que as ajude a desenvolver ideias e consciência sobre o seu próprio estado mental. Além disso, quando duas crianças se encontravam numa sala e brincavam ou brigavam umas coma as outras, as interações demonstraram que expressavam uma linguagem emocional.

Por vezes, um irmão mais novo que tinha uma taxa mais baixa de desenvolvimento mental, melhorou socialmente aos seis anos, como resultado de conversar com um irmão mais velho.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rpantunes@observador.pt
Família

Ecologia integral e ecologia humana

Pedro Vaz Patto
191

Tal como defendemos para o ambiente, também no domínio da vida humana no seu início e termos naturais, da sexualidade, da procriação e da família, há uma ordem e harmonia que não deve ser destruída.

Trabalho

Ficção coletiva, diz Nadim /premium

Laurinda Alves

Começar reuniões a horas e aprender a dizer mais coisas em menos minutos é uma estratégia que permite inverter a tendência atual para ficarmos mais tempo do que é preciso no local de trabalho.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)