Moçambique aderiu a um processo de certificação internacional que permite determinar a origem de diamantes e evitar a transação de pedras preciosas procedentes de áreas de conflitos, disse esta quarta-feira o vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia, Sousa Fernando. “Já aderimos ao processo de Kimberley que serve para certificar que [as pedras] não são diamantes de sangue”, disse o dirigente, numa altura em que alguns estudos apontam para a existência de depósitos de diamantes no país.

Sousa Fernando falava esta quarta-feira, em Maputo, aos jornalistas, à margem da abertura da maior exposição de pedras preciosas de Moçambique, a Expogema. A empresa mineira Mustang Resources anunciou há três anos a descoberta em Moçambique de um primeiro depósito de diamantes de qualidade e com valor de mercado do país.

Outros trabalhos de pesquisa mineira, em 2016, detetaram a existência de diamantes no distrito de Massagena, província de Gaza, sul de Moçambique. A certificação poderá permitir a criação de postos de emprego seguros e regulamentados, referiu Sousa Fernando. A região a norte do rio Save, em Moçambique, tem muita exploração mineira artesanal, também conhecida como garimpo, e as vendas são feitas de forma informal.

Além da certificação de diamantes, o Governo pretende criar entrepostos comerciais de pedras preciosas em Maputo e Nacala, para responsabilizar os participantes nas transações e para que a venda seja feita através de um canal único.